Layla Silva destaca papel do Jornalismo antirracista na cobertura do Festival de Gramado

Repórter do portal Notícia Preta está na Serra Gaúcha para a primeira na cobertura do evento

Layla Silva é repórter do portal Notícia Preta - Crédito: Coletiva.net

Pela primeira vez em Gramado para cobrir o Festival de Cinema, a repórter Layla Silva, do portal Notícia Preta (NP), do Rio de Janeiro, mas com abrangência nacional, vive uma experiência que define como “incrível”. Recém-chegada à cidade serrana, ela permanecerá até o encerramento do evento acompanhando a programação e produzindo conteúdos para um dos principais veículos de Jornalismo antirracista do Brasil.

O Notícia Preta, fundado em 2018, tem como proposta central abordar temas a partir de recortes raciais e de gênero, sem deixar de lado pautas de Política, Economia, Sociedade e Cultura. Para Layla, a missão do veículo está diretamente ligada à necessidade de ampliar a representatividade na imprensa e na sociedade. Após a entrevista coletiva do filme ‘Antártida’, a repórter bateu um papo com a equipe de Coletiva.net.

“Ainda faltam pessoas pretas ocupando diversos espaços. O que a gente tenta fazer é dar voz a essas pessoas e mostrá-las em diferentes cenários, não apenas em contextos de marginalização”, ressaltou. Segundo a jornalista, é importante que profissionais negros apareçam também como especialistas, artistas, advogados e protagonistas de suas próprias histórias.

O papel da imprensa

Na avaliação da repórter, o Jornalismo tem um papel fundamental na construção de referências positivas e no fortalecimento do senso de coletividade. “Pessoas negras podem, vão e devem ocupar lugares que não sejam apenas os de vulnerabilidade. Mostrar isso também é uma forma de transformação social”, destacou.

Durante a cobertura do Festival de Gramado, Layla busca aproximar o público de um evento ao qual muitas pessoas não têm acesso. “Quero mostrar o que está acontecendo aqui para quem não pode vir, mas ainda quer acompanhar o cinema brasileiro”, explicou.

A jornalista também ressalta a importância de tornar a cultura mais acessível. Para ela, a sétima arte não deve ser vista apenas como um espaço restrito a especialistas ou cinéfilos. “O cinema brasileiro fala sobre o Brasil real. São histórias vivas, que dialogam com o cotidiano das pessoas e que merecem ser conhecidas”, observou.

Até o momento, Layla destaca que os debates e produções apresentados no festival reforçam a riqueza das narrativas nacionais. “São histórias incríveis para contar”, concluiu. Com um olhar voltado à diversidade e à democratização da informação, a repórter leva ao público do Notícia Preta uma cobertura que busca ampliar vozes e aproximar diferentes públicos do principal festival de cinema do Brasil.

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