O Festival de Cinema de Gramado movimenta diversos veículos de Comunicação entre os dias 12 e 22 de agosto. A cidade da Serra Gaúcha recebe comunicadores de várias partes do mundo, tanto da imprensa nacional, quanto internacional. O jornalista Marcelo Cajueiro é um dos nomes que integram a imprensa do exterior e atuam na cobertura do evento. Ele é correspondente no Brasil da revista norte-americana Variety, revista sediada nos Estados Unidos.
O profissional cobre o mercado Audiovisual brasileiro e os festivais de Cinema, além do lançamentos de filmes, novos projetos, séries e programas de televisão. Esta é a segunda vez em que o jornalista Marcelo participa da cobertura da iniciativa. Segundo ele, o evento se consolida como um dos principais festivais do Brasil. Marcelo considera ainda que, com a possível inclusão de filmes latino-americanos na programação do próximo ano, poderá ganhar ainda mais relevância.
“Acredito que os festivais são uma janela de exposição dos filmes, sobretudo dos independentes. Quando você lança um filme aqui em Gramado, com muitos jornalistas, ele é apresentado para o Brasil”, comentou. Para ele, quando uma produção é publicada na Variety, ganha visibilidade internacional.
Marcelo explicou que o festival também amplia sua relevância no exterior quando é divulgado na Variety, publicação que acompanha a indústria Audiovisual e dialoga com executivos de estúdios, produtores, agentes e advogados especializados no setor. “Ele se torna conhecido nos Estados Unidos, nesse universo do entretenimento americano, e também nas principais capitais da Europa, enfim, no Ocidente como um todo”, completou.
De olho na programação
Durante os dias de atividades em Gramado, Marcelo busca por pautas exclusivas. “Acho que a função do jornalista é essa: não fazer aquilo de publicar o que já saiu na imprensa brasileira. O que a gente tenta conseguir são informações novas”, afirmou.
As rodadas de negócios também fazem parte da programação que o profissional acompanha. Apesar de não ocorrerem em grande quantidade, segundo Marcelo, são importantes para o trabalho de bastidores, que envolve a troca de informações.
Sobre o mercado Audiovisual brasileiro, ele destacou a importância do País para a indústria internacional. “É um mercado muito vibrante. Acho que a gente conseguiu construir aqui uma indústria Audiovisual muito potente”, enfatizou.
Segundo ele, esta trajetória começou com a força dos canais de televisão aberta, responsáveis por produções como as telenovelas, e avançou para o cinema e o streaming. Por fim, analisou que o movimento também se entrelaça com o cinema independente, que conta com um importante sistema de incentivos fiscais.

