Maria Fernanda Cândido mantém a tradição e produz Kikito de Cristal

Confeccionado na Cristais Gramado, troféu será entregue ao homenageado internacional da próxima edição do Festival, em 2027

Mantendo mais uma das tradições do Festival de Cinema de Gramado, Maria Fernanda Cândido, uma das agraciadas com o prêmio Kikito de Cristal em 2026, visitou a fábrica da Cristais Gramado na tarde desta sexta-feira, 21, para participar da produção do troféu que será entregue ao homenageado do próximo ano. O reconhecimento é destinado a expoentes artísticos que possuem trajetória expressiva internacionalmente.

A novidade deste ano é que, pela primeira vez, dois artistas receberam o reconhecimento no mesmo ano. Maria Fernanda e Selton Mello, que produziu o troféu entregue à colega no dia anterior.

Para além da cerimônia que envolve a retirada do cristal incandescente da fornalha e a prensa que dá forma à estatueta, manuseada pelo homenageado, o evento contou com um passeio pelas instalações da Cristais Gramado. Posteriormente, houve um bate-papo a respeito da técnica centenária de modelagem artesanal e, posteriormente, uma coletiva de imprensa com o artista convidado.

Ao longo da visita, o público presente pode ainda presenciar demonstrações do trabalho desenvolvido pelos artesãos da fábrica. Além disso, apreciar uma apresentação musical com harpa de vidro – técnica que utiliza taças para emitir notas musicais.

Durante a coletiva, Maria Fernanda ressaltou a satisfação de ter sua trajetória profissional reconhecida e lembrou com carinho que recebeu o troféu por seu primeiro trabalho cinematográfico, na edição de 2003. “Eu vim assim, de coração muito aberto, receber esse reconhecimento e estou muito feliz, sentindo-me muito honrada. Eu fiz o meu primeiro filme, que foi o ‘Dom’, que me deu o Kikito de Melhor Atriz. O primeiro festival que pisei foi este aqui.”

Falando sobre a carreira internacional, a atriz discorreu sobre a experiência de participar do filme ‘Animais Fantásticos: os segredos de Dumbledore’, da saga Harry Potter. Na ocasião, destacou, especialmente, o grande orçamento e a infraestrutura tecnológica utilizada na produção.

Aporte este que, segundo a atriz, não substituiu a necessidade de atuação técnica e crua em cenas emblemáticas da obra. Esse foi o caso de sua interação com uma criatura mítica inexistente, que só foi inserida posteriormente por meio de computação gráfica na fase de pós-produção.

“Mesmo em uma produção desse tamanho, a gente precisa ter a disponibilidade interna para esse jogo, essa brincadeira, esse básico do nosso ofício que é imaginar e brincar”, defendeu Maria Fernanda. Ao relembrar outras produções de sua carreira, como projetos baseados em obras literárias de Clarice Lispector e Machado de Assis, ela compartilhou que uma das maiores satisfações em ter trabalhos reconhecidos internacionalmente é poder levar a cultura brasileira a outros públicos.

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