
O Museu de Cinema de Gramado (MFCG), fundado em 2016, completa 10 anos de fundação neste ano. Ele é considerado o primeiro museu interativo da América Latina. A equipe de Coletiva.net conversou exclusivamente com a museóloga do local, Helen Espinosa, que salientou ser um marco para a história do Cinema.
Para Helen, a trajetória representa a preservação e valorização do cinema brasileiro. “MFCG mantém essa história viva durante todo o ano, reforça a identidade de Gramado como capital do Cinema e aproxima moradores e visitantes da cultura audiovisual.”
Conforme a museóloga, a ideia de construir o museu surgiu da necessidade e da vontade da comunidade em preservar e compartilhar a memória do festival. “Nos anos 2000, Iraci Casagrande iniciou esse trabalho com um espaço expositivo na Prefeitura de Gramado. Após um período em que o acervo permaneceu guardado, ganhou vida novamente em 2016, quando a Gramado Parks assumiu a manutenção do museu. A partir de então, originou-se o espaço como o conhecemos hoje: um lugar de memória e aproximação do público com o cinema.”
Acervo
O acervo conta com mais de 180 minutos de conteúdo distribuídos em mais de 70 televisores, banners, painéis, vídeos, quizzes, entre outras atrações. O MFCG lembra os 50 anos da premiação e também parte do passado da Sétima Arte.
Conforme a museóloga, criar o acervo e fazer a curadoria é um processo difícil em decorrência da quantidade de memória que o evento possuí. “É desafiador devido à extensão da história do festival e diversidade de materiais e personagens envolvidos”, declarou.
A primeira exposição teve curadoria de Daniela Schmitt, que organizou toda a história em uma narrativa acessível ao público. Foi necessário selecionar recortes que representassem essa trajetória, já que não seria possível reunir toda a história em um único espaço.
“Esse trabalho é contínuo e, desde que passei a atuar como museóloga do museu, em 2022, também faço parte desse processo de preservação, pesquisa e atualização da memória do festival. Incorporo ao acervo as novas edições, acontecimentos e memórias que são construídos a cada ano”, explicou.
Renovação
Há quatro anos, o museu reabriu suas portas após um período de revitalização do local. Helen relata que a reforma renovou o acervo do espaço: “O processo atualizou a narrativa, expografia e experiência do visitante, preservando a identidade e memória construídas ao longo dos anos. A revitalização marcou também o início da minha atuação como museóloga do museu”.

