Rosana Fortes assumiu a liderança do Strava no Brasil em 2019. Antes disso, trabalhou em outras gigantes como Nike e Coca-Cola. Em entrevista ao Coletiva.net, realizada entre suas participações na programação da Semana Caldeira, a executiva falou sobre as expectativas da empresa para o futuro e a possibilidade de novas parcerias com outras marcas após o sucesso da collab com a Olympikus.
O Strava é um aplicativo de rastreamento de exercícios físicos que funciona como uma rede social voltada para atletas e praticantes de atividades ao ar livre. Os dados divulgados pela plataforma demonstram um aumento significativo no número de usuários durante a pandemia e outro no final de 2024, quando a corrida passou a ser mais popular no Brasil. Com base nisso, perguntamos a ela quais são os movimentos observados atualmente que podem significar tendências de mercado.
“A gente cobre mais de 50 esportes e eu acho que o grande próximo movimento que já está acontecendo é o das academias. O Brasil é um mercado super fértil para academias. Eu sei que está entre os top três do mundo. Então, esse é um grande próximo passo que a gente já está dentro. Lançamos várias funcionalidades agora de academia. O Strava não era um bom aplicativo para traquear treino de academia, agora é”, afirmou Rosana.
A executiva ainda disse que a empresa está aberta à possibilidade de parceria com outras marcas e inclusive instituiu um braço focado neste tipo de publicidade na companhia. “O Strava também não deixa de ser uma plataforma de mídia. Para essas marcas falarem que estão agora com a comunidade de corredores, de ciclistas, de caminhantes. Então, a gente tem uma vertical agora chamada Strava for Business, que olha para esses projetos especiais”.
O que vem por aí
Sobre os próximos objetivos do aplicativo no Brasil, Rosana contou que possui metas constantes que fazem, de certa forma, parte da fundação da marca. Uma delas é o crescimento no número de usuários, que no momento chega a cerca de 30 milhões no País, mais de 10% da população. Como consequência, surgem metas referentes à fidelização e monetização do público.
“Não adianta você trazer gente nova para a base se você não ativar ela. Você tem que trazer novas pessoas, mas você tem que ajudá-las a entender como é que usa o aplicativo. Entender que essa galera está sempre ali em movimento, não só subindo a atividade, mas acompanhando, dando joinha para os seus amigos. Isso conta para a gente também”, finalizou Rosana.

