
João Zeni, diretor de Sustentabilidade da Electrolux para a América Latina, foi o responsável por encerrar a programação desta manhã no Novo Hamburgo Feevale Summit 2026. No palco ‘Conexões 360’, ele apresentou a palestra ‘ESG como estratégia de negócio: sustentabilidade que gera competitividade’. “Sustentabilidade tem que ser viável financeiramente e integrada ao negócio”, defendeu.
Ele destacou que muitas marcas desenvolvem projetos que não avançam além do piloto, pois não possuem condições de crescer ou se manter financeiramente e, por consequência, têm pouco efeito sobre o futuro de uma empresa. Outro ponto importante da fala dele foi a distinção entre os conceitos de ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança) e sustentabilidade.
Segundo o executivo, o ESG surgiu no mercado financeiro como uma forma de avaliar riscos associados à atuação das empresas. A sustentabilidade, por sua vez, tem alcance mais amplo e exige compreender os impactos positivos e negativos de toda a cadeia de valor.
Histórico
Para explicar como essa visão mudou ao longo do tempo, ele traçou um caminho que iniciou por volta de 1960, com a filantropia corporativa, ligada à ideia de devolver algo à sociedade. Nos anos 2000, esse movimento evoluiu para Responsabilidade Social Empresarial (RSE), voltada a reduzir impactos, e, em 2011, chegou à criação de valor compartilhado. Nesta etapa, as organizações buscavam encontrar oportunidades de negócio em problemas sociais e ambientais. O estágio atual ele chama de impacto positivo, que envolve a criação de valor social, ambiental e econômico duradouro, em ambientes com múltiplos atores.
Conceitos e alertas
O executivo argumentou que clima, sociedade e atividade econômica já não podem ser analisados de forma isolada, inclusive entre diferentes regiões do mundo. Também alertou para os limites de um modelo baseado no uso contínuo de recursos naturais, como se fossem infinitos.
Entre os conceitos apresentados, Zeni destacou a economia circular, que busca usar menos recursos, prolongar a vida útil dos produtos e reaproveitar materiais, em oposição à lógica de produzir, usar e descartar. Também abordou os inventários de emissões de CO2 e a análise do ciclo de vida de produtos e serviços como ferramentas para identificar impactos e orientar decisões ao longo da cadeia de valor.
Ao apresentar a experiência da Electrolux, o executivo reforçou que metas e compromissos precisam partir dos impactos concretos de cada atividade. Na avaliação dele, olhar para toda a cadeia de valor é o que permite transformar a sustentabilidade em uma estratégia viável para o negócio.
A equipe de Coletiva.net está presente no Feevale Summit, realizado de 15 a 17 de setembro, em Novo Hamburgo. Durante a cobertura, participam as jornalistas Márcia Christofoli, Márcia Dihl e Sarah Acosta e a social media Anie Cristine Gabriel, que produzem matérias, entrevistas e bastidores diretamente do local. O público pode acompanhar a cobertura completa no portal Coletiva.net, com repercussões nas redes sociais — incluindo Facebook, Threads e X — e conteúdos exclusivos no Instagram.

