Diego Fabris fala sobre o futuro do Branded Content

Publicitário foi um dos palestrantes do Congresso da Transformação Digital, em Bento Gonçalves

Diego Fabris em apresentação sobre Branded Content - Divulgação/ Coletiva.net

"Vocês impactam o público a partir do conteúdo e precisam disso nos empreendimentos." A afirmativa é do publicitário Diego Fabris, que falou sobre o futuro do Branded Content no Congresso da Transformação Digital, em Bento Gonçalves. De acordo com ele, quem produz conteúdo necessita, primeiro, entender do assunto e ajudar o consumidor a entender também. "A marca que tem conteúdo e seu consumidor na mão consegue trabalhar muito bem nessa produção", sentenciou.

Provocando o público de quase 60 pessoas no palco três do Fundaparque, ele falou o que está acontecendo agora no que se refere ao assunto abordado. Ele defendeu que as marcas devem, sempre, entender de comportamento e quem é o seu consumidor. Para isso, ele disse que trabalha com a pirâmide Alfa (quem é autêntico e cria o comportamento), Beta (aquele que espalha opinião), Mainstream (onde estão o dinheiro e as pessoas). "As marcas devem fazer conteúdo para os três: entender o que o Alfa quer, ver como o Beta vai propagar a informação para, então, atingir o Mainstream", exemplificou.

Diego ciou, ainda, sete filtros para ajudar a fazer um conteúdo interessante para as marcas: ver o que é relevante, ser segmentado, legítimo, interativo, atraente, objetivo e colaborativo. "O conteúdo deve ser efêmero e o formato do momento é o Stories. Todo mundo está apostando nisso", declarou, ao informar que, de acordo com um estudo do Youpix, em relação ao feed, o Stories no Instagram cresceu 14%.

Ser rápido na forma de entregar conteúdo e obedecer ao formato vertical, em vez do horizontal, também foram pontos abordados pelo publicitário. Além disso, ele disse que as produções devem ser mais simples. "Isso pode ser feito com um bom celular que tira foto, grava áudio e vídeo e, ainda, edita. As marcas não precisam mais do apego de grandes produções." Menos textos e mais bullets (listas, tópicos) foram outros aspectos abordados: foto é mais forte do que texto e vídeo é mais forte do que foto. E os vídeos, segundo Diego, devem ser curtos e, também, ao vivo, o que ajuda a mostrar a humanização das marcas. "Na live tem erro, tu tens que ter jogo de cintura, é mais real e instantâneo. É a verdade, não a estética", afirmou.

E para onde tudo isso vai? Para ele, as marcas precisam cada vez mais ter propriedade sobre sua audiência, não mais as redes sociais, que detêm, também, o poder dos algoritmos. Outra tendência é o conteúdo ultrassegmentado. "Dá mais trabalho, OK, mas a Inteligência Artificial vai automatizar esse resultado que será muito mais interessante. Precisamos fazer a máquina trabalhar para gente", instigou.  

Após participar de outros eventos globais de transformação digital, Diego disse que a realidade virtual não deve demorar para chegar - quem sabe em um ou dois anos, se isso - e mudará basicamente tudo. "Via dar uma bagunçada geral, porque ela nos tira daqui, desse espaço físico. Quem sabe, em um ano, vocês não estejam aqui assistindo fisicamente a uma palestra, e nem eu esteja nessa sala falando, e sim, por meio das ferramentas tecnológicas. Está tudo muito rápido", projetou, ao encerrar sua participação.

O evento tem cobertura em tempo real realizada pela equipe do portal Coletiva.net, com apoio do Grupo Record RS.

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