2018 se despede

Por Fraga

Oi, pessoas,

Acabei de antecipar as malas: chega de Brasil!

Seria muito bom se eu pudesse dizer a que foi bom enquanto eu durei.

Mas aí pensei: não, não posso insinuar bondade alguma.

Tenho autocrítica.

Foi dureza demais, né gente?

Na verdade, admito, quase liquidei com vocês.

Em compensação, por um triz vocês não acabaram comigo.

O que foram aqueles ódios e hostilidades no meu dia a dia, povo do céu?

Afff, até nos feriados e feriadões as multidões cansaram a minha beleza.

Pro meu gosto e desgosto, foi polarização demais!

Agora, pronto pra daqui a pouco deixar vocês em companhia do meu sucessor, confesso que não vou guardar rancor.

Mesmo porque nem há bagageiro pra tanta energia negativa hehe.

Assim, pacificados pelo relax temporário das festas, me despeço de vocês, brasileiros e brasileiras.

Me queiram bem: sem mim, todos estariam ainda com 2017, aquele ano imprestável.

E sem mim, não chegariam a 2019, essa incógnita.

Então, melhor uma separação amigável.

Que tal, antes da despedida, a gente dançar Bosco & Blanc?

É 2018 Pra Lá, 206 Milhões Pra Cá.

Não, não vou pedir que me esqueçam, correria o risco da redundância.

E o Fraga, que me acha desprezível, poderia ironizar: O lado bom de um ano que se vai é que ele jamais voltará.

Adeus!

Autor
Fraga. Jornalista e humorista, editor de antologias e curador de exposições de humor. Colunista do jornal Extra Classe.

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