E depois de eleito, como te encontro?

Por Grazi Araujo

Ano de eleição é sempre a mesma cena: candidatos no meio do povo, nas ruas, abraçados nas pessoas, participando de diferentes eventos e supersolícitos com quem chega para cumprimentá-los. Selfies então, nem se fala. Cria-se uma relação (?) que, infelizmente, termina ali nas urnas. Alguém já tentou falar com o 'seu' candidato depois de empossado? Se não há intermediário, isso é quase impossível.

A pergunta que fica é: ele vai voltar pra rua? Parar para fotos? Participar de feiras e caminhar livremente? Como será a comunicação com os eleitores, que decidiram o voto quando olharam no olho dele? Quando ouviram a voz? Quando receberam um beijo, um abraço ou um aperto de mão?

Ainda acho tudo isso tão distante. E não, eu não tenho uma solução imediata para sugerir esses meios de contato, apenas a reflexão. Somos milhares, milhões. Não há como falar com todos, é claro. As redes sociais cumprem um pouco este papel, mas limita. Como fazer quando quiser sugerir algo de melhor para a sua cidade? Seu bairro? Para o País então, nem imagino como. E não estou falando de reclamação, mas de ideias construtivas mesmo. O fato é que temos tanta voz para opinar, para dizer #elesim ou #elenao e depois ficamos, na maioria, calados. Não por falta de ideias, mas por falta de ouvinte.

Autor
Grazielle Corrêa de Araujo é formada em Jornalismo, pela Unisinos, pós-graduada em Marketing de Serviços, pela ESPM, e com MBA em Propaganda, Marketing e Comunicação Integrada, pela Cândido Mendes. Atualmente é Chefe de Gabinete do IPE Saúde. Também responde pela Comunicação Social da autarquia, da Sociedade de Cardiologia do RS (Socergs), da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV) e da Valor Fiscal. Tem o site www.graziaraujo.com.

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