Em tempos de disruptura: Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band

Por Flavio Paiva

Recentemente, vi um especial sobre os Beatles. Porém, não se tratava daqueles que abordavam as superficialidades, histeria de fãs, exotismo (por si só) e outras coisas. Tratava (sem ter este propósito específico) da verdadeira revolução, da disruptura que promoveram na música, por reinventarem a sua própria forma de fazê-la e pensar.

O álbum permaneceu durante 27 semanas no topo das tabelas de álbuns do Reino Unido e 15 semanas na primeira posição nos Estados Unidos. Foi um estrondoso sucesso musical e crítico. E de público, claro. Ele criou uma ponte entre a música popular e a arte legítima. Foi resultado de muito, muito trabalho, pesquisa, não estarem atrelados ao modo de fazer que utilizavam e, mais do que isto, ao modo de pensar que haviam adotado até então.

Vou dar um pequeno exemplo que ilustra esta verdadeira revolução disruptiva: os estúdios na época eram de quatro canais. Pois eles, além de trazerem novidades de inúmeras culturas ao redor do mundo, além de se desprenderem da forma que faziam, além de estarem abertos a novos modos de fazer e pensar, gravavam as músicas nestes quatro canais, claro. Porém, depois eles pegavam a música, colocavam-na integralmente em um dos canais e tinha os outros três para novas criações, que ocorriam de forma incansável e - insisto - de mente aberta.

Este é um grande exemplo (o assunto está também na Wikipedia em: https://bit.ly/2Hy3iFe) que pode e deve ser adotado por pessoas, empresas, organizações, governos, para que não se atenham a modos de pensar e fazer como se fossem únicos e cristalizados. Muitas vezes, isto ocorre não intencionalmente, mas por estarem às amarras do fazer e pensar da mesma forma tão firmemente atadas que fica difícil até se mexer. O que dirá pensar, e pensar diferente. Fazer diferente. Ter coragem para apresentar tudo isto na sua organização e sociedade. E, caso seja bem recebido, obter êxito. Caso não, não se desestruturar nem sentir-se um fracassado. Partir para outra.

Sim, porque ontem foi o Dia Internacional da Saúde Mental. E é preciso ter saúde mental para que tudo isto ocorra desta forma. Não saúde mental dentro da caixa. Saúde mental, abertura de mente, equilíbrio e, fundamentalmente, liberdade. Somente a liberdade pode promover todo este processo. Os Beatles, em especial no álbum Sgt. Pepper´s  Lonely  Hearts Club tiveram este arrojo, este tufão de liberdade (como aliás, tinham em grande parte da sua obra).

Em tempos tão commodities, liberdade, pesquisa, abertura, dedicação, curiosidade são alguns dos predicados indispensáveis se se quer mudar algo, seja em sua vida profissional ou até mesmo pessoal. Claro, há os que não têm e não terão este perfil, e isto não os faz cidadãos de segunda classe, pelo contrário. Em muitas atividades, o 'permanecer' é essencial (em uma próxima coluna tratarei destes). Hoje falo dos que têm perfil e querem fazer parte desta onda. Até porque este perfil está muito mais adaptado aos tempos de hoje na vida profissional e - em tempos de eleição - na gestão da coisa pública.

Às vezes, buscamos fontes de inovação no presente ou até no futuro. Elas podem estar no passado, no longínquo 1967. Para isto, é preciso ter a cabeça aberta. Não achar que tudo de novo (muito em função das inovações tecnológicas e éticas, é bem verdade) está somente no presente ou no futuro. Bebam nas fontes corretas e se a tecnologia de quatro canais está ultrapassada, o modo verdadeiramente disruptivo dos Beatles, em especial neste álbum, não está. Não utilizem as mesmas fontes e, fundamentalmente, o mesmo olhar sobre as coisas. Como já disse em colunas anteriores, podemos ver uma mesma situação de ângulos diversos, bastando que mudemos o ponto de observação. Mas é preciso mudar o ponto de observação e abrir os poros para ver e sentir o que de fato possa ter de novo.

JBL

Neste Dia das Crianças - e não só as pequenas - recomendo veementemente produtos originais JBL. Porque a JBL tem de tudo que eu descrevi acima (disruptura, inovação, modernidade) e soube trazer-nos alta qualidade e investe fortemente em P&D para entregar aos seus novos e mais antigos (quando falo de mais antigos em uma empresa de tecnologia, compreendam que falo de poucos anos) clientes, o que há de melhor. E, melhor ainda: com a qualidade e garantia que só um produto original pode oferecer. Altíssima sonoridade, desempenho, inovação. Então, por favor: não vá comprar produtos piratas da marca, não é?! Além de não terem nem de perto a qualidade e inovação que mencionei, não possuem garantia e se constituem em crime. E, como se sabe, produtos piratas tendem a estragar rapidamente. Assim, seja para um novo ouvinte da melhor qualidade de música, seja para aqueles que já estão nesta estrada há um pouco mais de tempo: produtos JBL, SÓ ORIGINAIS! Senão, não reclame! www.jbl.com.br e nas lojas que prezam seu dinheiro e vendem só o melhor.

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