O valor da venda nem sempre é monetário

Por Grazielle Araujo

Até onde você vai pelo seu cliente? O quanto a reputação da sua empresa vale para ele? Qual a imagem que fica? Se o serviço for diferenciado, ele indica? Se acontecer algum percalço, como você lidaria? Passei a fazer essas e outras perguntas diante de uma situação real e que ilustra o texto de hoje.

Poucos dias antes do Dia dos Pais, decidimos que o presente para o marido seria um sapato que ele tinha visto e curtido em um perfil comercial de uma rede social. A loja física não existia, mas tínhamos a informação de que vinha da Serra Gaúcha. Inicialmente, ao clicar na opção pagamento, não foi adiante a compra. Entramos em contato com o número indicado e, gentilmente, fomos informados de que a plataforma recém tinha sido finalizada e que a nossa compra era uma das primeiras. Sugerimos, então, fazer uma transferência e, do outro lado da linha, pediram que esperássemos para tentar novamente pelo site, pois seria importante que ele funcionasse. Aguardamos e concluímos a compra, com o frete. O prazo de entrega seria antes, na sexta-feira que antecedia o segundo domingo de agosto.

Na tarde de sexta-feira, sem o pacote em mãos, veio a pauta da coluna desta semana. E, então, começam a ser respondidas algumas das questões do início do texto. Ao saber que deu problema com o recebimento e que o objetivo era uma criança de 7 anos presentear o pai, o dono da loja, sem pestanejar, decidiu viajar mais de 130 quilômetros até Porto Alegre para fazer a entrega em mãos. Pelos cálculos, o investimento no deslocamento deve ter saído 'elas por elas'.

De que valeu essa atitude do empresário? Ele olhou no olho do cliente, fez questão de cumprir o prazo acordado inicialmente, optou por não deixar nada a desejar. Já estamos encomendando a próxima compra, indicamos e indicaremos a loja sempre que tivermos oportunidade, avaliamos eles em cinco estrelas. Atitudes como essas, na maioria das vezes, são tomadas pelos donos. Mas nada impede que ideias assim partam dos gerentes, dos coordenadores, dos vendedores e de todos que, juntos, constroem a imagem e a reputação das empresas.

Autor
Grazielle Corrêa de Araujo é formada em Jornalismo, pela Unisinos, pós-graduada em Marketing de Serviços, pela ESPM, e com MBA em Propaganda, Marketing e Comunicação Integrada, pela Cândido Mendes. Atualmente é chefe de Comunicação Social na Casa Civil do Rio Grande do Sul. Também responde pela Comunicação Social do Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (IPE-RS), da Sociedade de Cardiologia do RS (Socergs), da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV) e da Valor Fiscal. Tem o site www.graziaraujo.com.

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