É o que prega O Herald Tribune, de Chicago, duas semanas depois de a rede Al Jazira comemorar dez anos. “Não pode ser ignorada pelos governantes. Apesar de sua cobertura polêmica, o sucesso da Al Jazira transformou-a em um veículo poderoso para ditar regras para a sua região”, registrou o Herald. O jornal entende que os correspondentes da Al Jazira devem conhecer o bucólico interior americano e não apenas concentrar-se em Wasghinton ou Nova York.
Evidentemente, o Herald quer vender a imagem de um Estados Unidos pacífico. A Al Jazira precisa autotranformar-se , saindo da condição de foro concentrado para grandes grupos como a irmandade islâmica, seja de que tendência forem. O Emir de Qatar, proprietário da rede, garante a plena liberdade. A concorrência está bem próxima. Segundo o Herald, a Al Jazira deveria oferecer programação local. A emissora perderá canais que serão direcionados para outros, como a rede Dream TV, do Egito, ou a LBC e a Al Armana, do Líbano.
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Pois agora leio que a Al Jazira começou a transmitir um novo canal em inglês, chamado “Al Jazira Internacional”, que tem centros de emissão em Doha, Washington, Londres e Kuala Lumpur. O diretor-geral do grupo, Wadah Khanfar, disse que a “Al Jazira Internacional”, que proporcionará 12 horas seguidas de informação ao vivo, chegará a milhões de pessoas no continente asiático e na Europa. Khanfar reiterou que a transmissão em inglês “será um modelo do jornalismo livre e tratará todos os eventos com imparcialidade”.Além da informação, a “Al Jazira Internacional” divulgará reportagens, entrevistas e análise dos importantes eventos do mundo.
A “Al Jazira”, com sede em Doha, capital do Catar, já conta há anos com um site em inglês, que agora também será remodelado, segundo os responsáveis do grupo. A chegada da rede catariana ao universo informativo em inglês coincide com o lançamento, previsto para alguns poucos meses, do novo canal em árabe da “BBC”, o que mostra a crescente concorrência dos veículos de comunicação nesta parte do mundo.

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