Não é novidade para quem lê essa coluna que, na minha opinião, a dupla Gre-Nal faliu em vários sentidos, não só nas finanças. Então o clássico medíocre que vimos no sábado (11) não é novidade. Por isso prefiro essa semana ir para o “copo meio cheio”. Quer uma boa notícia sobre esse jogo horroroso? É que pior não pode ficar.
Muitos consideram o Gre-Nal mais feio da história, talvez seja exagero, nem entro no mérito. Fato é que os dois times chegaram num nível muito baixo, digno de luta contra o rebaixamento. Só vai piorar se os resultados daqui para a frente decretarem a queda de um, ou de ambos, para a Série B. Em termos de desempenho a dupla está chegando ao fundo do poço. A gangorra quebrou.
Perdemos em beleza, de longe, para Corinthians x Palmeiras e para o Fla-Flu, que ocorreram na mesma rodada. As partidas entre os rivais de São Paulo e Rio ofereceram às torcidas disputas fortes e emocionantes, sem erros de passes, com alguém propondo o jogo com qualidade, até a arbitragem pôde errar e criar polêmicas diante de clássicos melhores.
O Grêmio celebrou no Gre-Nal o alívio para Luís Castro, muito pressionado em função de a equipe ter simplesmente parado de atacar e se defender satisfatoriamente nos jogos anteriores. De novo, não conseguiu oferecer perigo ao adversário, no caso desta vez o Inter, e teve o goleiro como melhor em campo.
Os colorados comemoraram não sofrer gol, sendo que o ataque não produz, menos ainda é efetivo. A dúvida sobre Alan Patrick ser ou não escalado só reforça a mediocridade. Há tempos se enxerga que o Inter precisa de mais ritmo, transições mais rápidas, criatividade pelas pontas. Roger Machado conseguiu alcançar um nível bom destes aspectos em 2024, agora Pezzolano está tentando retomar, mas a discussão passa longe do camisa 10.
Está muito triste. O caminho está perigoso. Seguindo assim, deveremos lamentar muito no final de 2026. A esperança de que vá melhorar é cada vez menor.


One Comment
A pergunta é porque nunca ganharam brasileirao de pontos corridos
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