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A boa notícia do Gre-Nal

Não é novidade para quem lê essa coluna que, na minha opinião, a dupla Gre-Nal faliu em vários sentidos, não só nas finanças. Então o clássico medíocre que vimos no sábado (11) não é novidade. Por isso prefiro essa semana ir para o “copo meio cheio”. Quer uma boa notícia sobre esse jogo horroroso? É que pior não pode ficar.  

Muitos consideram o Gre-Nal mais feio da história, talvez seja exagero, nem entro no mérito. Fato é que os dois times chegaram num nível muito baixo, digno de luta contra o rebaixamento. Só vai piorar se os resultados daqui para a frente decretarem a queda de um, ou de ambos, para a Série B. Em termos de desempenho a dupla está chegando ao fundo do poço. A gangorra quebrou. 

Perdemos em beleza, de longe, para Corinthians x Palmeiras e para o Fla-Flu, que ocorreram na mesma rodada. As partidas entre os rivais de São Paulo e Rio ofereceram às torcidas disputas fortes e emocionantes, sem erros de passes, com alguém propondo o jogo com qualidade, até a arbitragem pôde errar e criar polêmicas diante de clássicos melhores. 

O Grêmio celebrou no Gre-Nal o alívio para Luís Castro, muito pressionado em função de a equipe ter simplesmente parado de atacar e se defender satisfatoriamente nos jogos anteriores. De novo, não conseguiu oferecer perigo ao adversário, no caso desta vez o Inter, e teve o goleiro como melhor em campo.  

Os colorados comemoraram não sofrer gol, sendo que o ataque não produz, menos ainda é efetivo. A dúvida sobre Alan Patrick ser ou não escalado só reforça a mediocridade. Há tempos se enxerga que o Inter precisa de mais ritmo, transições mais rápidas, criatividade pelas pontas. Roger Machado conseguiu alcançar um nível bom destes aspectos em 2024, agora Pezzolano está tentando retomar, mas a discussão passa longe do camisa 10. 

Está muito triste. O caminho está perigoso. Seguindo assim, deveremos lamentar muito no final de 2026. A esperança de que vá melhorar é cada vez menor.

Autor

Rafael Cechin

Jornalista graduado e pós-graduado em gestão estratégica de negócios. Atua há mais de 25 anos no mercado de comunicação, com passagem por duas décadas pelo Grupo RBS, onde ocupou diversas funções na reportagem, produção e apresentação, se tornando gestor de processos e pessoas. Comandou o esporte de GZH, Rádio Gaúcha, ZH e Diário Gaúcho até 2020, quando passou a se dedicar à própria empresa de consultoria. Ocupou também, do início de 2022 ao final de 2023, o cargo de Diretor Executivo de Comunicação no Sport Club Internacional. Atualmente mantém a própria empresa, na qual desde 2021 é sócio da Coletiva,rádio, e é Gerente de jornalismo e esporte da Rádio Guaíba.
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