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A roubalheira do DEM

Há uns seis meses, participei de um programa Conversas Cruzadas na TVCom. A dinâmica do programa coloca em cada lado da bancada dois debatedores, …

Há uns seis meses, participei de um programa Conversas Cruzadas na TVCom.

A dinâmica do programa coloca em cada lado da bancada dois debatedores, que, em geral, tÊm alguma afinidade ideológica, considerando o par que fica do outro lado.

Neste dia, discutia-se a perspectiva de aliança do PT com o PMDB no Rio Grande do Sul e, nas oportunidades que tive, ponderei duas crenças minhas: que as perspectivas de acordos entre partidos bastam-se em si mesmas e que a corrupção está se transformando em problema endêmico no Brasil, muito em decorrência destes acordos de gabinete. É absoluta a despreocupação com o bem público e total o desejo de se apoderar do Estado. Aglutinam-se em torno de negócios.

O político que estava do meu lado contestou-me dizendo que o Brasil estava melhorando e que a corrupção decorria da intensificação das investigações. Esbravejou fulminando os telespectadores, a quem chamou de irmãos, com suas “convicções”.

Detalhe: frequentemente este político é citado em algum caso de malversação de verbas públicas, tendo sempre ladinas explicações.

Há menos tempo, li na Veja uma entrevista do Governador do Distrito Federal e fiquei a pensar se tem sentido haver todo um aparato de administração na Capital. O Distrito de Colúmbia não é assim, mas eles devem estar errados…

Nesta matéria, o tal Arruda vendeu-se como o exterminador da corrupção, gestor competente e político de vanguarda.

Agora ficamos sabendo que seu governo é um mar de lama, o que seria cômico, se não fosse trágico. Compras de panetone, ajuda aos pobres e, a desculpa de sempre, recursos para a campanha, foram, mais uma vez, usados para justificar a roubalheira.

A lógica é a mesma de sempre: um estado mastodôntico metido em obras de grande e pequeno porte e azeitando as relações entre agentes públicos e empresas inescrupulosas com vultosos recursos para aqueles.

O que tem a ver o meu colega de debate e o governador?

A desenfreada cara-de-pau! Todos têm uma grande capacidade de mentir sem rir.

Corta para a nossa Assembléia. Lecionando moral na CPI do Detran está uma senhora que não consegue explicar um caso com um banco quebrado e um sujeito que foi impedido de voltar à prefeitura de sua cidade em função de problemas com prestação de contas. Sempre sem rir.

Esta atitude é fomentada pelo corporativismo entre os pares e por instituições como o Judiciário e o Tribunal de Contas, cujos membros parecem mais preocupados em aparecer diante dos holofotes e com seus aumentos salariais do que com a identificação e punição das falcatruas.

Aí, mentir e tergiversar passam a ser o esporte de significativa, e põe significativa nisto, parcela da classe política.

Em tempo: com este texto pronto, fiquei sabendo que o “Presidente filho do Brasil com verbas das empresas que recebem benesses do governo” posicionou-se em defesa do governador do DF.

Considerando que ele sempre defende inocentes (Sarney e Zé Dirceu que o digam), talvez tenha que publicar uma retratação em breve. Ou não…

Perguntando

Um senador italiano chamou um candidato a governador do RS de Pateta. Caberia uma greve dos próprios em cada parque da Disney? Comparar assim é pegar pesado…

Assumo minha ingenuidade: acho que a mãe do Bambi não deveria ter morrido. Mas não seria bom se o DEM enxotasse esta turma de Brasília imediatamente?

Uma promessa

Se o Grêmio empatar com o Flamengo domingo, juro que passo a dizer que a Batalha do Aflitos merecia os dois DVDs e que a Copa Toyota vale tanto quanto um Mundial organizado pela Fifa!

 

Autor

André Arnt

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