A leitura das pesquisas eleitorais para governador do Rio Grande do Sul indica uma maior probabilidade para um segundo turno com o que já pode ser considerado o clássico da política gaúcha. Desde
Se isso confirmar-se, não é complexo imaginar o cenário do segundo turno. As mesmas forças que, historicamente, se têm aliado ao PMDB devem repetir a coligação. Dessa forma, devem, a partir de outubro, apoiar Rigotto PP, PPS, PSDB e PFL. Com Olívio, devem alinhar-se as mesmas forças de sempre, com o PSB reassumindo seu posto, mais, talvez, o PSOL, ainda que numa aliança informal.
Há, no entanto, uma outra possibilidade que, embora menor, não pode ser desconsiderada. Ao que parece, Rigotto é o “cavalo do comissário”, já está no segundo turno. Olívio, porém, corre o risco de ser atropelado, na reta final, por Yeda Crusius.
Existe, portanto, a hipótese de um segundo turno que venha a dividir forças que têm estado unidas na oposição e no governo no Rio Grande do Sul há muito tempo.
Neste caso, algumas dúvidas enevoam prognósticos para o segundo turno.
Se ocorrer segundo turno na eleição presidencial entre Lula e Alckmin, Rigotto poderia aliar-se ao Nosso Guia? E o PT gaúcho, apoiaria Rigotto contra Yeda? Há possibilidade de um governo de coalizão entre o PMDB, PTB e PT? E o PP, para onde iria?
São perguntas de difícil resposta. A situação, entretanto, vista pelo prisma do atual governador inspira uma suspeita: desconfio que Rigotto esteja torcendo muito por Olívio…

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