Num pensei em colocar a cidade boliviana de Cochabamba em meus roteiros de viagem, mas em 2013, um problema mecânico no carro, me deixou parado três dias nessa cidade e confesso que me surpreendi com ela.
Na subida dos Andes, viajando de Santa Cruz de la Sierra para La Paz, o radiador do carro estourou e precisei buscar socorro mecânico em Cochabamba.
Enquanto o carro era consertado, aproveitei para conhecer a cidade, suas atrações e seus moradores.
A cidade é um dos mais importantes pólos econômicos da Bolívia, com seus mais de 600 mil habitantes.
Cochabamba, com uma altitude de 2.560 metros, foi fundada pelos espanhóis em 1571 e é hoje é uma referência como centro universitário de qualidade no País.
Uma das situações que mais me chamaram atenção em Cochabamba, foi a presença de muitos estudantes universitários brasileiros cursando os cursos de Medicina de suas duas mais prestigiadas universidades, a Universidade Maior de San Simon, que é pública e a Universidade Aberta Latino Americana, particular.
Está em Cochabamba, um dos símbolos maiores da desigualdade social do Bolívia, a imensa mansão de Antenor Patiño (1896/1982), chamado o Rei do Estanho por ter sido o proprietário das maiores minas de estanho do mundo.
Mesmo que elas tenham sido nacionalizadas pela Revolução Boliviana de 1952, ele manteve sua imensa fortuna, se transformando num dos personagens mais famosos da alta sociedade e da nobreza européia, com os suntuosos bailes que promovia na Espanha, França e Portugal.
Visitar Cochabamba foi um programa inesperado, mas que deixou boas lembranças, da sua arquitetura colonial, principalmente o convento de Santa Tereza, hoje transformado em museu, das suas ruas coloridas e de um povo extremamente simpático e acolhedor.



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