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Aconteceu em Salta

Por Marino Boeira

Para a maioria dos brasileiros, a Argentina se resume a Buenos Aires e Bariloche. Alguns vão mais longe chegando a Ushuaia e El Calafate e alguns poucos se lembram de Mendoza.

Muito poucos conhecem Salta, quase na Cordilheira dos Andres e próxima do Chile e Peru.

Eu a visitei, quando estava a caminho de São Pedro do Atacama, no Chile, num longo percurso de carro a partir de Porto Alegre e entrando na Argentina por Paso de los Lbres, na fronteira com Uruguaiana.

Atravessando a fronteira, são mais ou menos 1.200 quilômetros pela região do Chaco. Depois de um pernoite em Corrientes a 370 quilômetros de Paso de los Libres,segui direto até Salta.

A cidade, hoje com cerca de 500 mil habitantes, foi importante nas lutas pela libertação da Argentina do domínio espanhol,  que se tornaram vitoriosas em 1816.

Salta foi fundada em 16 de abril de 1582 por Hemano de Lema, a mando do vice-rei do Peru, Francisco de Toledo.

A sua longa permanência como integrante do vice-reinado do Peru, fez com que ela guardasse até hoje lembranças dos ocupantes originais da região, os Incas.

No Museu de Arqueologia da Alta Montanha, estão expostas peças originais de um santuário Inca.

Além dessa presença Inca, a cidade mostra aos turistas belos exemplares da arquitetura colonial espanhola, com destaque para o prédio do Cabildo e a Igreja e Convento de São Bernardo, do século XVII.

A cidade não tem apenas lembranças do passado. Salta apresenta também uma face moderna com vários atrativos, inclusive o teleférico que leva as pessoas para uma altura de 200 metros acima do nível da cidade, proporcionando uma visão de todo o vale que a circunda.

Depois de dois dias em Salta, segui para o Atacama, a 430 quilômetros de distância, atravessando a fronteira com o Chile pelo Paso del Jama, a mais de 4 mil metros acima do nível do mar.

Conhecer Salta é um programa que recomendo. 

Autor

Marino Boeira

Formado em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), foi jornalista nos veículos Última Hora, Revista Manchete, Jornal do Comércio e TV Piratini. Como publicitário, atuou nas agências Standard, Marca, Módulo, MPM e Símbolo. Acumula ainda experiência como professor universitário na área de Comunicação na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e na Universidade do Vale do Rio do Sinos (Unisinos). É autor dos livros ‘Raul’, ‘Crime na Madrugada’, ‘De Quatro’, ‘Tudo que Você NÃO Deve Fazer para Ganhar Dinheiro na Propaganda’, ‘Tudo Começou em 1964’, ‘Brizola e Eu’ e ‘Aconteceu em…’, que traz crônicas de viagens, publicadas originalmente em Coletiva.net. E-mail para contato: [email protected]
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