Onde começa o Marketing de uma empresa?
Há quem acredite que em sua comunicação. Outros crêem que tudo começa pelos seus produtos. Alguns outros apostam naquilo que a empresa vende.
Na verdade, o ponto de partida do Marketing de uma organização qualquer é a definição de seu negócio.
O negócio de uma empresa determina o seu campo de atuação, norteia suas decisões estratégicas, é muito mais do que o produto que ela elabora. Considera o futuro, a inovação tecnológica e o ambiente.
Para melhor entender isto, considere uma empresa como a Coca-Cola. Em algum momento de sua história, ela poderia ter enunciado que seu negócio eram refrigerantes – bebidas sem álcool, gaseificadas e doces. Tal decisão implicaria a impossibilidade da empresa ter em seu portfólio água mineral, chás, isotônicos e sucos.
Entretanto, caso a companhia estabelecesse seu negócio como sendo o de bebidas não-alcoólicas todos estes produtos estariam contemplados.
Definir o negócio é estratégico para toda organização. É o que dá foco, direciona esforços e recursos de todas as ordens.
Metaforicamente, o negócio é um guarda-chuva sob o qual a empresa estabelece suas operações. O que fica fora do guarda-chuva é proibido à empresa.
Uma consistente decisão acerca do negócio da empresa evita sua obsolescência.
Imagine, por exemplo, uma fábrica de máquinas de escrever que, no início da década de 80, tenha definido seu negócio como sendo pura e simplesmente “máquinas de escrever”. A revolução protagonizada pela informática teria operado como um tsunami sobre esta organização hipotética.
Da noite para o dia ela teria, simplesmente, deixado de existir.
O planejar estratégico de uma organização teria que considerar as mudanças ambientais. Àquela época já era possível identificar a ascensão do computador pessoal que, entre outras coisas, trazia consigo uma tecnologia inovadora em relação à edição de textos. Era imperativo, portanto, considerar esta perspectiva de inovação e definição do negócio.
Negócio, portanto, tem limites. Não deve ser tão amplo que leve a organização à perda de foco, nem tampouco ser excessivamente restritivo a ponto de impedir que a empresa acompanhe a evolução tecnológica e as novas demandas mercadológicas.
Tal situação indica o risco de caducidade da definição de negócio de uma organização.
Negócio é o ponto de partida do planejamento estratégico. Deve ser anualmente revisado, considerando as demandas do mercado e a mudança tecnológica. Como diz o “papa” da Administração, Peter Drucker, é indispensável que se questione:
“Afinal, qual é o nosso negócio?”

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