Quando a pandemia começou não tínhamos a mínima ideia de quanto tempo ficaríamos em casa de quarentena e de quando o coronavírus iria embora. Mesmo com incertezas, tínhamos uma referência de que o Inverno seria difícil, porque nesta época temos sempre um Rio Grande do Sul de hospitais lotados devido às doenças respiratórias.
Bom, a pandemia não foi embora e há algumas semanas voltamos a viver com mais restrições. Além do número de mortes (de pessoas) ter avançado, o falecimento de bares, restaurantes, lojas também é grande. O efeito da doença ultrapassa os números, porque por trás deles há milhares de famílias sem ocupação, sem renda e com mais uma dezena de problemas que nem temos ideia.
As cidades também padecem. Estive em Gramado esta semana e um sentimento de tristeza percorria as ruas. Sob a bandeira vermelha decretada pelo governo, lojas, restaurantes e atrações estavam fechados, as ruas tinham pouquíssimos turistas. A cidade estava com jeito de ressaca.
No centro fiquei impactada ao ver a famosa Rua Coberta em silêncio, na penumbra. Dava para contar três pessoas caminhando por lá – algo inédito para um dia de julho, que até ano passado era o auge da alta temporada!
Com portas cerradas, alguns restaurantes atendiam apenas os pedidos feitos para entrega na hora. Outros não conseguiram se adaptar até hoje ao constante abre e fecha.
Esta semana o Festival de Cinema confirmou que não será o mesmo este ano. Com edição inédita online, o evento não trará movimento para Gramado. Não haverá tapete vermelho cercado por fãs, desfile de atores globais, fotógrafos e hotéis lotados. No início da pandemia, a equipe do festival parecia otimista. Mas agora não tem jeito, mesmo com data prorrogada, não há como prever qual será a situação da Covid-19 nos próximos meses.
É, minha gente, precisamos ter paciência e fazer a nossa parte. Gramado é uma das cidades mais turísticas do Brasil e está vivendo este impacto, imagine como está sendo a realidade de municípios menores e com menos investimentos!
Por enquanto, está angustiante, mas precisamos fazer a nossa parte: ficar em casa quando possível e não colaborar para a expansão desta doença que veio para revolucionar nossas vidas.
Sou otimista e sei que nada é para sempre. Um dia vai passar!

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