| Somos, todos, tocas de toques. Caramujos cujas caras sobrepujam pungências e urgências interiores. Do roçar da roça ao esbarrão das urbes, nos embaraçamos, embargamos, embirramos, emburramos. Precisamos de gestos – precisos ou imprecisos – para prestigiar o que é precioso. Uma boca, dois olhos, dois braços, duas mãos, dez dedos – nunca tantos fizeram tanto com tão pouco. Para prender, basta ser desprendido. Demonstrar – eis o mostruário visível do invisível. O beijo só é transmissível por via oral. Abraço sem carinho é muita falta de tato. Um aceno é sempre mais que cinco dedos no ar. Quando aplausos soam, o que menos vibra são os tímpanos. O arrepio de prazer é o jeito da pele se emocionar. Quem é sincero ao apertar a mão merece cumprimentos. O gesto de afeto é uma coisa palpável até à distância. Pessoas que têm cócegas vivem rindo disso. Carícia é isso que toca além do local onde atinge. Os limites do corpo a corpo não são os limites do amor. Contato íntimo em público continua íntimo? Etc. | |
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DO PARLATÓRIO AO FALATÓRIO A diferença entre o diálogo e o monólogo * * * * * * * | |
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| Gráfica também é fotográfica.
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Admiração. Na Edição #56 da 
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