img src=”fotos/clo.jpg” align=”right” border=”1″> O problema é do órgão. Da orelha, do ouvido mais especificamente. Outro dia, dei de orelhada num bate-papo. Eu era o pombo correio e, por isso, quis levar as mensagens ao pé da letra.
Bom, aí o problema que surgiu foi a tal da audiência líquida. Saiu em um jornal digital uma nota sobre a audiência de um jornal em papel.
AUDIÊNCIA. Ouviram, interleitores? Sá porquê? (Se vocês estão ouvindo, eu posso escrever como se lê. Ou não? Meu avô sempre dizia esta frase ao terminar um pensamento. Ou não? Bom, aí,… E se vocês seguem ouvindo…) Acontece que… humm. Desculpem. Estão ouvindo? Bom, aí eles, os interlocutores (ou interouvintes) deste diálogo transmitido, vieram com a guerra de conceitos, bons ouvintes que são de outros livros. Mas, espera! Se somos ouvintes de jornais, também o somos de livros. Cada dicionário dá uma idéia de conceito para audiência. E tem ainda outras pessoas que ficam atentas ao palavrear do mercado, da pesquisa etc.
Opinião: para mim, audiência é ouvir e ver. Eu posso ter visto muitos livros, e se os vejo, nem por isso eles registram uma alta “audiência”.
Ler, ouvir, ver. Vamos separar, ao menos para medir. Então, a gente pára de brigar. Pelo menos na frente de interleitores, ouvintes, espectadores, sei lá. Vai ver nem tem ninguém aí, “sei lá o que fazendo” com esta clônica até aqui.
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