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Final de ano é tempo de realizar balanços. Pessoais, profissionais, de vida. Então, vamos realizar um balanço do marketing esportivo, ao menos no quesito …

Final de ano é tempo de realizar balanços. Pessoais, profissionais, de vida. Então, vamos realizar um balanço do marketing esportivo, ao menos no quesito patrocínios de clubes de futebol brasileiros.

Estudo divulgado pela Trevisan Gestão do Esporte no início de dezembro dá conta de que, no total, foram investidos R$ 374 milhões em patrocínios no futebol. Foram divididos da seguinte forma:

1) Corinthians: R$ 59,5 milhões

2) Flamengo: R$ 57 milhões

3) São Paulo: R$ 46 milhões

4) Palmeiras: R$ 27,7 milhões

5) Santos: R$ 24,5 milhões

6) Cruzeiro: R$ 23 milhões

7) Grêmio: R$ 22,1 milhões

8) Vasco: R$ 21,2 milhões

9) Atlético MG: R$ 21 milhões

10) Fluminense: R$ 18,5 milhões

O ranking de maiores arrecadações em patrocínio nos clubes de primeira divisão segue de uma certa forma a lógica de representatividade de estados, futebol e conquistas. Em primeiro lugar, Corinthians e Flamengo. O Corinthians, pela representatividade de sua marca, pela sua enorme e fanática torcida e pelos títulos obtidos(além de estar investindo na criação de uma mentalidade no torcedor, de que ser corintiano independe de títulos, de que é algo maior do que isto). O Flamengo, por figurar entre as grandes torcidas(foi, segundo pesquisas, recentemente superado pelo Corinthians) e por ser uma marca mundialmente conhecida e consagrada.

Seguindo a análise, vêm os clubes paulistas, o Flamengo, um clube mineiro, um clube gaúcho, um clube carioca, um outro clube mineiro e outro clube carioca. Os estados mais representativos em termos de visibilidade de marcas e conquistas são SP, RJ, RS e MG.

Do valor total investido, o gráfico é feito da seguinte forma:

Patrocínios máster: R$ 175 milhões

Patrocínios complementares: R$  85,53 milhões

Fornecimento de material esportivo: R$ 113,6 milhões

Tais dados tornam evidente o crescimento expressivo da importância dos fornecedores de material esportivo no orçamento dos clubes, bem como a importância que os fornecedores de material esportivo entendem que os clubes ocupem em suas estratégias.  Pela minha experiência como diretor de marketing dos clubes pelos quais passei, é fácil explicar. O torcedor quer, deseja, anseia pelo item que o seu atleta preferido utiliza no campo. É o famoso manto sagrado. Se é sagrado, o torcedor acaba pagando o preço que for necessário para adquiri-lo.

Os maiores patrocinadores são o Banco BMG e a Hypermarcas. O Banco BMG fez uma série de investimentos em vários clubes, entre os quais podemos destacar o São Paulo, o Cruzeiro e o Atlético-MG. Já a Hypemarcas tem como a ponta-de-lança de sua estratégia o time do Corinthians, utilizando como grande garoto-propaganda o jogador Ronaldo.

Dentre os grandes patrocinadores, o setor que se destaca é o bancário, com 30% do investimento total. Lembremos os casos de Banrisul (Grêmio e Internacional), Banco BMG (São Paulo, Cruzeiro, Atlético-MG) e Banco PanAmericano (Corinthians).

O ano foi, portanto, pródigo. Mostra o marketing esportivo em crescimento, de forma pujante, e impulsionado certamente pelas recentes conquistas dos clubes brasileiros, pelo amadurecimento deste setor, pela Copa do Mundo 2014, pelos Jogos Olímpicos 2016, pela Copa das Confederações 2013 e, por fim, mas não menos importante, pela excelente ferramenta de visibilidade, relacionamento e promoção que representa o patrocínio no futebol brasileiro. Acredito que 2011 será ainda mais pujante.

Autor

Flavio Paiva

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