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Celebração da democracia

O domingo, mais uma vez, será de celebração da democracia. Sim, antes de mais nada, de conhecermos o resultado final, que para a Presidência da República e para o governo do Estado, pelo o que as pesquisas indicam, só será conhecido no dia 25, temos que brindar o fato de podermos escolher democraticamente, pelo menos em tese, os nossos governantes.

Digo isso com a experiência de quem passou a infância e a adolescência em um período de trevas no país. Nasci no dia 15 de maio de 1964, um mês e meio após o golpe militar que, entre outras coisas, acabou com as eleições diretas para presidente da República, governadores, prefeitos de capitais e cidades consideradas áreas de segurança nacional.

Aos poucos, a democracia foi sendo restabelecida, via manifestações populares. Em 1982, os governadores voltaram a ser escolhidos pelo voto direto. Em 1985 foi a vez de prefeitos de capitais e áreas de segurança. Em 1989, finalmente, de presidente da República.

É preciso defender a democracia em um país acostumado a golpes. A não aceitação dos resultados das urnas, sem qualquer fato que o faça ser contestado, como ocorreu em 2022, é inaceitável. A vontade dos eleitores, ao da maioria deles, tem que estar acima de qualquer descontentamento.  

Repetindo o que já havia feito no pleito anterior, alguns políticos tentaram também desta vez colocar suspeitas sobre as urnas eletrônicas. Na sequência, parte de seu eleitorado promoveu atitudes golpistas, como o da 8 de janeiro de 2023. Que as eleições sejam limpas e transparentes e que não tenhamos a repetição de atitudes como aqueles pós-pleito.  

Autor

Renato Dornelles

Jornalista, escritor, roteirista, produtor, sócio-diretor da editora/produtora Falange Produções, é formado em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) (1986), com especialização em Cinema e Linguagem Audiovisual pela Universidade Estácio de Sá (2021). No Jornalismo, durante 33 anos atuou como repórter, editor e colunista, tendo recebido cerca de 40 prêmios. No Audiovisual, nos últimos 10 anos atuou em funções de codireção, roteiro e produção. Codirigiu e roteirizou os premiados documentários em longa-metragem ‘Central – O Poder das Facções no Maior Presídio do Brasil’ e ‘Olha Pra Elas’, e as séries de TV documentais ‘Retratos do Cárcere’ e ‘Violadas e Segregadas’. Na Literatura, é autor dos livros ‘Falange Gaúcha’, ‘A Cor da Esperança’ e, em parceria com Tatiana Sager, ‘Paz nas Prisões, Guerra nas Ruas’. E-mail para contato: [email protected]
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