A demissão de Paulo Pezzolano, infelizmente, é mais um episódio que assusta os colorados. Não só pela proximidade cada vez maior do rebaixamento, principalmente por ser mais uma decisão da direção que todos têm dificuldades para entender. A troca de técnico foi atrasada, no mínimo, em quatro ou cinco rodadas. O fato de não ter um substituto imediato só piora a condição.
A cada dia, fica mais caro contratar o novo treinador. Os próprios profissionais sabem que a urgência de lutar contra a queda para a Série B tendo um elenco insuficiente e apenas dez jogos até o fim do Brasileirão. Não é qualquer um que vai querer entrar nessa barca furada. Quem topar, vai tentar um prazo maior de vínculo, para não ficar só por três meses. Sabendo que há uma parada de três semanas por conta da data FIFA, o pedido de salário de hoje vai ser mais caro amanhã.
O novo comandante colorado em campo terá de mobilizar, muito mais do que treinar o time. Se pensar muito em sistema de jogo, táticas e planos de trabalho vai perder mais tempo do que já foi perdido. Chegando quase em outubro o profissional que assumir precisa fazer a roda girar deixando os jogadores o mais confortável possível.
Por incrível que pareça, a “zona de conforto” neste momento será a salvação do Inter em 2026. A pressão sobre os atletas só vai crescer e eles devem estar tranquilos para que os resultados venham.
Numa comparação com outras equipes do campeonato deste ano, o Inter é pior e está pior. Em relação ao próprio Inter a situação é devastadora. Só caiu de rendimento a partir de 2025. Sai treinador, entra outro, ninguém consegue evoluir. Prova de que o problema é mesmo de gestão, que é quem tem ficado no clube.
Como então a torcida vai acreditar na reação? Muito complicado. O segundo rebaixamento da história colorada parece inevitável. Se o Grêmio também cair, está consolidado o pior ano da história do nosso futebol, que possivelmente já é 2026 não importa como terminar a temporada.


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