Há no YouTube no “Podcast dos 3 Irmãos” um debate sobre a política brasileira atual que, mais do que ser visto, merece servir de modelo para quem pretenda discutir esse tema de uma forma civilizada.
O debate reuniu o professor de Economia da UFSC Nildo Domingues Ouriques e o jornalista Breno Altman.Todos que acompanham a política brasileira sabe que o professor catarinense pertenceu ao PT, ao PSOL e hoje defende uma solução revolucionária socialista para o Brasil e que o jornalista paulista é membro do Partido dos Trabalhadores e que, a par de algumas críticas pontuais a Lula e ao seu governo, é um acérrimo defensor da continuidade dos dois, do Lula e do PT.
Cada um dos debatedores defendeu suas posições de uma forma agressiva, mas civilizada mostrando que esse tipo de programa pode ser altamente didático para os que se acostumaram a ver esses temas discutidos de forma maniqueísta e superficial do tipo: o bem (Lula) contra o mal (Bolsonaro).
Mesmo assim Breno, na ânsia de justificar todos os governos do PT cometeu uma injustiça histórica ao nivelar a renúncia de Jango em 64, diante de um golpe militar armado que levaria o Brasil à uma guerra interna, com a de Dilma, feita de forma covarde diante de uma maioria parlamentar, numa sessão presidida por Ricardo Lewandowski, então presidente do STF e hoje Ministro da Justiça de Lula. Ainda bem, que Nildo o corrigiu dando aos fatos a verdadeira dimensão que tiveram.
O professor Nildo, usando argumentos e dados inclusive do governo atual, mostrou a sua falta de projetos de algum porte que possam mudar o quadro dramático em que vive hoje a população brasileira, enquanto Breno se limitou a citar pequenos avanços salariais e umas poucas melhorias nos serviços públicos.
Concretamente, Breno, com a maioria dos petistas, olha para o passado lembrando um hipotético perigo do fascismo. Nildo mira o futuro com a sua proposta de uma revolução nacionalista e de cunho socialista.
Veja o programa, ouça os argumentos do Nildo e do Breno e depois faça sua escolha, entre o PT e sua política de conciliação de classes, defendido pelo Breno e a defesa de uma revolução social que o Brasil nunca fez, mas precisa fazer.
Obviamente, eu há muito escolhi a Revolução Brasileira.


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