Colunas

De volta para o futuro

A Copa do Mundo com números exorbitantes, de cara, está batendo recordes e trazendo novas histórias a partir do que houve no passado. Messi torna-se o maior artilheiro de Mundiais em todos os tempos, Mbappé e Haaland aparecem quase ao mesmo tempo como desafiantes de suas marcas. Novas seleções brilham enquanto as tradicionais precisam de reinventar. O passado é o ponto inicial do futuro. Sempre foi assim, sempre será. Na vida. 

Em meio às disputas entre seleções na América do Norte, o Inter teve uma notícia muito importante se consolidando. De tempos atrás não distantes, o ex-jogador Tinga, multicampeão no próprio clube de coração, lançou projeto para reforma geral no centro de treinamentos que fica às margens do Guaíba. 

“CTorcedores” envolve outros atletas que vestiram a camisa colorada, empresários, ex-dirigentes, pretende fazer com que toda a torcida participe. O objetivo é renovar as instalações do espaço, principalmente trazendo de volta uma velha tradição que sempre rendeu muita coisa boa para os vermelhos: a integração do profissional com as categorias de base, no mesmo local, um olhando o outro diariamente. 

A proximidade entre o time principal e os mais jovens fez surgirem jogadores como Falcão, Caçapava, Carpegiani, Sóbis, Nilmar e aí por adiante. Os treinadores das antigas, assim como suas comissões técnicas, estavam sempre de olho nos famosos campos suplementares do Beira-Rio. Quando havia alguma necessidade de repor algum atleta, imediatamente recorriam aos juniores, hoje sub-20 ou sub-18. 

A prática foi fundamental para criar as bases do Inter tricampeão brasileiro, bicampeão da América, campeão do mundo. A iniciativa capitaneada por Tinga é cara, cerca de R$ 30 milhões de custo estimado, vai demorar tempo para virar realidade, mas é um passo enorme que vem lá de trás rumo a um futuro melhor. Como a dupla Gre-Nal precisa desse tipo de coisa. 

Sou totalmente contrário a remoer o passado, valorizando ou pensando no passou. O ontem não volta, o amanhã não existe ainda. Vamos pensar no hoje. Não posso negar, no entanto, que exemplos e histórias são importantes para nos fazer ser melhores no dia a dia. Legados e aprendizados nos movem. Trazendo para o futebol, são mais importantes ainda.

Autor

Rafael Cechin

Jornalista graduado e pós-graduado em gestão estratégica de negócios. Atua há mais de 25 anos no mercado de comunicação, com passagem por duas décadas pelo Grupo RBS, onde ocupou diversas funções na reportagem, produção e apresentação, se tornando gestor de processos e pessoas. Comandou o esporte de GZH, Rádio Gaúcha, ZH e Diário Gaúcho até 2020, quando passou a se dedicar à própria empresa de consultoria. Ocupou também, do início de 2022 ao final de 2023, o cargo de Diretor Executivo de Comunicação no Sport Club Internacional. Atualmente mantém a própria empresa, na qual desde 2021 é sócio da Coletiva,rádio, e é Gerente de jornalismo e esporte da Rádio Guaíba.
Compartilhar:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Relacionados

CADASTRE-SE
Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!

Aviso: se você optou por parar de receber nossos e-mails e deseja voltar à nossa lista, ou está com dificuldades para se cadastrar, entre em contato com a Redação pelo formulário Fale Conosco e informe seu nome e o e-mail que deseja incluir.