É engraçado como identifiquei alguns nomes na lista dos finalistas da 7ª Bienal de Design Gráfico ADG Brasil, que acontece em São Paulo de 27 de abril a 30 de Maio no Memorial América Latina. Primeiro, encontrei o Jornal do Margs, onde a Atelier Design Editorial concorre na categoria Periódicos e Direção de design de periódicos, com as capas 90, 94 e 95. Não é a primeira vez que essa publicação gaúcha obtém destaque no país.
A Gad”Design consta em cinco indicações, com trabalhos para os clientes Claro (Identidade Corporativa, Ambientação e Embalagem), Souza Cruz (Sinalização) e Sacolas Oi (Embalagem). Na lista, Kiko Farkas tem sete produtos gráficos indicados e Victor Burton, cinco, incluindo a Revista História em Periódicos. O artista carioca Pojucan teve o seu 365 indicado em Livros.
E vou parar por aqui, porque são centenas de pessoas. A reunião e mostra destes produtos representa o que há de mais expressivo em arte gráfica no país atualmente. Fico imaginando que a distinção entre bela arte e arte aplicada é completamente inconveniente, como já disse Herbert Read. A 7ª Bienal da ADG Brasil (Associação dos Designers Gráficos Brasil) é uma confirmação da tese de que a arte deve, de forma permanente e fundamental, alimentar o designer, que muito além de um técnico, deve ser um artista.
Qual a diferença entre um trabalho gráfico com e sem alma de artista? É uma pergunta retórica, interleitor. Não requer resposta. Cada um tem a sensibilidade distinta, sincronizada com o produto e com o cliente.
Assim disse Schopenhauer: todas as artes inspiram a condição da música, onde o compositor exprime-se diretamente da própria consciência.
Podemos afirmar que excelentes trabalhos gráficos trazem a mesma harmonia da hora do arrasto e da empatia a que somos expostos frente a uma obra de arte. Afinal, se temos “idéias” para exprimir, o meio próprio consiste na linguagem. E Design Gráfico é linguagem. Arte e linguagem.
Curioso é que as capacidades de percepção e realização do artista (em Design de alto nível) recaem sobre equipes inteiras. São produtos que passam por muitas mãos assim como havia auxiliares com Michelangelo ao construir seu imaginário religioso na Capela Sistina.
A 7ª Bienal de Design Gráfico ADG Brasil é a prova de que vivenciar arte é preciso.

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