No domingo, 5 de outubro, é dia de todo o cidadão brasileiro votar para presidente, governador, senador e deputado federal e estadual. Data de comparecer aos seus colégios eleitorais. De ouvir aquele barulho emitido pela urna eletrônica quando o eleitor encerra seu voto. De confirmar, com escolhas conscientes, como será o futuro do País e do Estado nos próximos quatro anos. Data de exercer, na plenitude, o ato saudável e que deve ser sempre incentivado e estimulado, da democracia.
Não preciso e nem devo revelar aqui as minhas preferências eleitorais. Seria pouco ético utilizar este espaço para fazer campanha política e pedir voto para os meus candidatos. Quem me acompanha há algum tempo, já sabe ou tem algum conhecimento das minhas ideologias e crenças políticas. Mas posso usar a coluna para discorrer da importância de aproveitar esta oportunidade para ler propostas, buscar informações sobre candidatos, olhar o histórico de cada um. Afinal, somos eternamente responsáveis pelas nossas escolhas, sejam elas certas ou erradas. Só o tempo dirá.
Sou uma doida assumida. Pois admito adorar este clima de eleição. Sim, eu considero essencial poder ajudar a decidir quem governará o País e o Estado. Mesmo que nem sempre as minhas escolhas sejam as vitoriosas. Mas o voto depositado na urna concede-me o direito de fiscalizar o cumprimento das propostas, a realização das promessas, o andamento das gestões. E de cobrar dos candidatos eleitos a desejada coerência pós eleitoral.
São tantos os motivos que me revigoram nas eleições que o som estridente que a urna eletrônica dispara quando o eleitor deixa o quadrado de papelão é apenas o fim de um longo processo. Ou o fermento necessário para enfrentar a necessidade de um segundo turno. Porque o ritual da democracia me envolve e me cativa. Não me atirem pedras, por favor. Gosto de acompanhar o horário eleitoral e os debates (todos), gravo os jingles mais chicletes, saio nas ruas com a bandeira da sigla que acredito, observo os carros adesivados, abano para os militantes, parceiros ou não.
No dia da eleição tenho uma rotina estabelecida. Acordo cedo para ouvir as entrevistas dos candidatos das chapas majoritárias, sentir, pela internet, o ritmo das campanhas virtuais, almoçar com a minha filha, que votará pela segunda vez. Antes ou após o almoço, comparecer ao colégio eleitoral e votar. Esperar ouvir no rádio a pesquisa boca de urna. Acompanhar os primeiros resultados. Conforme o desempenho dos meus candidatos, estacionar na sede do partido para participar da festa. Ou ir para casa chorar. Tudo faz parte da democracia.

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