Faz pouco mais de uma semana que tivemos o desfecho daquela que, até aqui, pode ser considerada a disputa mais importante envolvendo a Dupla Grenal, em confronto direto, nesta década. Foram dois clássicos pela Copa do Brasil, valendo vaga nas semifinais da competição, com êxito gremista. Ainda hoje seguem os debates sobre os resultados, falhas da arbitragem e outros temas que costumam dar sequência ao embate, fora do campo.
Ainda que o momento de ambos, salvo a classificação gremista na Copa do Brasil, não seja dos melhores, a paixão pelos clubes permanece e permanecerá sempre viva. Ainda mais quando os azuis e os vermelhos estiverem frente a frente no gramado.
É sobre essas paixão e rivalidade, ímpares e difícil de serem igualadas, que trata o longa-metragem Grenal, o Maior Clássico das Américas, que na próxima semana entra em cartaz em cinemas gaúchos e catarinenses.
A produção é da produtora carioca Giros Filmes com coprodução da gaúcha Panda Filmes. Belisário Franca, um dos grandes documentaristas deste país, é o diretor ao lado de Tatiana Sager, que cada vez mais escreve seu nome no cenário do cinema documental. Tive a honra e o privilégio de dirigir algumas diárias, como diretor adicional.
Ex-jogadores, de diferentes gerações, ex-dirigentes, escritores, jornalistas, o ex-árbitro Carlos Simon, os ex-técnicos Abel Braga e Luiz Felipe Scolari, e o comentarista Paulo Vinícius Vasconcelos estão entre as atrações.
O filme resgata momentos históricos do clássico e dos times, grandes ídolos que deixaram suas marcas e, acima de tudo, muita paixão e rivalidade. Imagens produzidas pela equipe se alternam com material de arquivo. Mesmo sendo suspeito por ter participado da produção, digo a vocês: vale muito a pena reviver grandes momentos deste clássico que faz parte da cultura gaúcha.


*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial