O que realmente sabemos sobre os fatos da política? Segundo Bob Woodward, jornalista que acionou a catapulta de Watergate, atirando Nixon para fora do poder nos EUA, o que se torna público mede apenas 2%. Bem que ele tenta levantar esse índice. Seus dois últimos livros – Estado de Negação e Plano de Ataque – estão sofrendo bombardeios de desmentidos. Condoleezza Rice, por exemplo, nega ter sido avisada do night-eleven dois meses antes. Quem a avisou, George Tenet, já está fora do governo. Pediu demissão da direção da CIA.
Bob denuncia que, na guerra contra o Iraque, estão morrendo muito mais americanos do que é anunciado oficialmente. E a Anistia Internacional afirma que os fatos escondidos aos olhos do mundo formam o maior ataque sustentado contra os direitos humanos e o direito internacional dos últimos 50 anos.
Sobre a América Latina, fala-se em novo golpe sendo preparado contra Hugo Chávez, e no Brasil, ao que parece, o plano é impedir a reeleição do presidente Lula a qualquer custo. E isso que a gente não sabe nem metade da missa. Os tempos são de contra-ataque. As nossas armas seguem sendo os livros, os filmes e algumas clônicas de vez em quando.
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Nó Design. Coincidências acontecem. Fu Lana conheceu o trabalho do escritório paulista de design por acaso. Na verdade, encontrou a dica no site Imaginabilis, onde passa alguns de seus minutos vagos. Hoje, o que é chamado de design, na verdade, é uma reprodução, mesmo que criativa, de coisas que já existem. No caso do Nó, a criação é realmente de produtos novos. Para pessoas fresquinhas, no bom sentido.
O homem elástico, por exemplo. É um porta-coisas de borracha, na forma de um homem de braços e pernas abertas, com ventosas nas pontas das mãos e dos pés. Ganhou o VII Prêmio House & Gifts de Design.
Um saco de borracha porta-tudo toma a forma do que tem dentro dele – chama-se o Buraco Negro.
Uma bolsinha de bucha de fibra vegetal é, na verdade, um porta-sabonete e serve como um kit já acoplado para fazer espuma.
O melhor case é de um telefone celular chamado Blob, com apenas quatro teclas: três ligam para três números pré-definidos e a quarta serve para atender e desligar. No centro, há um botão para conectar com uma central de segurança que fará chamadas para outros números, e que também pode executar rastreamento do usuário ou abrir um canal de escuta. O objetivo é a segurança de crianças pequenas ou pessoas na terceira idade que possam ter dificuldade para entender o manejo de equipamentos high tech. O produto, desenvolvido para a Easy Track em parceria com a Claro Digital, tem formas orgânicas e coloridas.
Dois dias depois de achar o Nó, Fu Lana lê sobre o resultado do 20º Prêmio de Design Museu da Casa Brasileira (que existe desde 1986, o Oscar do Design Brasileiro). O escritório Nó Design recebeu menção honrosa em equipamentos eletrônicos exatamente pelo desenvolvimento do Blob, que é mesmo uma gracinha.
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De onde vêm os nomes que os designers gráficos usam para determinar as cores em um impresso? Cyano, magenta, yellow, black. Quem deu esses quatro apelidos às cores? Foi na Dupra, Feira de Artes Gráficas, na Alemanha, em 1962. Houve um concurso internacional aberto em todos os países. O Brasil, através da ABTG, enviou nomes em tupi-guarani, mas não colou. Uma comissão aberta elegeu as quatro palavras:
Cyano (C) tem a origem grega “Kianos” e significa o azul esverdeado da costa dos mares da Grécia.
Magenta (M) representa a mistura do sangue de soldados mortos com a neve, sob o reflexo do sol, quando, em uma localidade italiana, houve uma batalha sem vitoriosos, em 4 de julho em 1859, entre tropas francesas e italianas contra os austríacos.
Yellow (Y) tem origem inglesa (amarelo). É a cor mais presente na natureza e que se mistura com a maior quantidade de outras cores.
Black (K) é de origem inglesa-americana e foi escolhida em homenagem ao movimento negro nos Estados Unidos. A letra que a define é K para não confundir com B, de blue. (Fonte: Salles Jr.)
Viram? Trabalho também é resistência, conhecimento e cultura (geral, é claro).

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