Nada realmente se realiza sem esforço. Do nada, já dizia o mestre Valpírio Monteiro, acaso não é design. Nem sempre concordei com ele. O acaso tem causa imediata em tudo que começo a fazer.
A propósito, o acaso está em alta. Os especialistas agora insistem que o acaso vale muito, em uma nova versão, com design. Assim como válido permanece o raciocínio. Fica bem compreensível a exigência de equipes multidisciplinares. São profissionais que agregam especificidades. E não sou só eu que chovo no molhado.
Inovação sempre foi o grande caminho e não o “mais novo e viável conceito de negócios no mundo globalizado” como alarmam os especialistas. A propulsão do homem sempre foi em busca do novo e do diferente, e o mundo, inter-relacionado na proporção em que era alcançado, foi globalizado à sua época. Só a pretensão dos dias de hoje faria com que se ressaltasse a necessidade de maior humildade das empresas e dos profissionais do design em ouvir e interpretar os desejos do consumidor. Mais lógico ainda é afirmar que seja necessário mais estudo.
Porém, nunca é demais lembrar: o estudo virou mesmo verbete. Não se pode nem ter noção de quanto falta por saber, logo agora que o pensamento bem azeitado está novamente em voga. Os designers vão precisar recorrer a metodologias multidisciplinares. Os valores do conhecimento da antropologia, da filosofia, da lógica, da sociologia e até da alquimia estão sendo urgentemente necessários ao mundo. Porém, uma expressão me incomoda, digam o que disserem. É sobre a tal auditoria na mente do consumidor. Soa um pouco ilegal espiar o inconsciente das pessoas para impingir-lhe uma necessidade e, obviamente, um produto. Acredito que o design é a arte de solucionar problemas ou “uma ferramenta estratégica voltada à gestão das empresas”. Mas prefiro terminar a frase na palavra arte.

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