Estava aqui a pensar com os botões da camisa que hoje casualmente estou usando, que logo, logo ali adiante, em menos de três meses, se encerra o ano de 2014. Porque quando menos se vê, como já escreveu o querido poeta Mario Quintana, “já são seis horas, já é sexta-feira, já é Natal, já terminou o ano”. E é exatamente assim que eu entendo. Um mês qualquer, aleatório no calendário, parece um acelerador do tempo, em que os dias correm e os finais de semana passam tão rápidos que quando começa a segunda-feira, já se está pensando na sexta, no sábado e no domingo.
Nos versos de Quintana, “quando se vê, não sabemos mais por onde andam os nossos amigos, perdemos o amor da nossa vida, e passaram-se 50 anos”. E não é que ocorre exatamente assim? Fui rever, mentalmente, porque já não me presto mais a anotar estas intenções em agenda, e ainda preciso colocar em prática algumas promessas feitas na virada de 2013. Sem desespero. Mas com um ritmo mais rápido, com caráter de urgência, porque 31 de dezembro de 2014 está quase ali, batendo na minha porta. Tenho três meses para realizar alguns atos, nem tão fáceis assim.
Para não permanecer com tais dívidas (não as financeiras porque pretendo continuar rolando), necessito rever amigos que não encontro há muito tempo, saber dos seus filhos e filhas, perguntar das paixões, inquirir sobre a família e relembrar momentos inesquecíveis do nosso relacionamento. Finalmente fazer aquela visita prometida e que sempre é adiada em função de plantão noturno, de atividade de militância ou de outras encrencas que aparecem no caminho. E, novamente, pegando emprestado o poema de Quintana, “seguiria todos os meus amigos, que já não sei onde e como estão, e diria: vocês são extremamente importantes para mim”.
Nos próximos três meses, devo apressar outras resoluções, como buscar uma alimentação mais saudável, retomar a caminhada com as gurias da turma da Saudosa no sábado pela manhã (se eles não quiserem me acompanhar, voltar a andar sozinha mesmo). Na linha da preocupação com a saúde, me aplicar mais no Pilates. E ir mais vezes à Butiá nos finais de semana ver meu afilhado mais novo (uma vez que as visitas ao mano e familiares foram reduzidos em decorrência da minha militância).
Tudo isto porque, como já escreveu Quintana: “Não deixe de ter alguém ao seu lado, ou de fazer algo, por puro medo de ser feliz. A única falta que terá, será desse tempo que infelizmente… não voltará mais”. Então, encerro aqui a minha coluna, que vou lá fora fazer 559 coisas que estão pendentes.

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