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Feliz ano novo

Eis a última coluna que escrevo para vocês, meus leitores e minhas leitoras, em 2025. O portal entrará em recesso e só voltaremos a nos encontrar novamente em 8 de janeiro de 2026. Por um breve período, uma vez que entrarei em férias logo em seguida até o final de janeiro. Então, é a oportunidade para compartilhar votos de um feliz ano novo, e dizer que desejo que todos, todas e todes tenham, no ano que irá se iniciar, sempre o básico e o essencial para uma vida saudável e equilibrada. Amor, saúde, harmonia, sucesso profissional e um dinheiro para adquirir o necessário. Mas, acima de tudo, que continuem prestigiando os meus textos (tipo: não me deixem só).

Claro que a frase que encerra o parágrafo acima é uma brincadeira. Para deixar a coluna mais leve, mimosa e amena. O principal, em 2026, que será muito importante por ser ano eleitoral, é que as pessoas acordem sempre com muita coragem e disposição para acreditar todos os dias e noites nas suas utopias. E que exerçam mais a empatia com o próximo, que desenvolvam mais a compreensão em todas as suas relações, sejam elas profissionais, familiares ou particulares.

Desejo que, em todos os dias e noites de 2026 (gosto muito de anos pares), as pessoas consigam resolver ou atenuar seus dissabores, mágoas, dores e ressentimentos. Que todas as formas de amor sejam respeitadas, sem qualquer tipo de discriminação. E, especialmente, que o respeito volte a ser exercido, e esteja na pauta de todos os tipos de relações e trocas.

Como este é um tema que abordo seguido aqui nas colunas, desejo que os números de violência contra as mulheres diminuam, que respeitem a decisão de uma mulher quando rompe um relacionamento, que entendam que a mulher usa a roupa que quiser e que isso não a define, que lugar de mulher é onde ela quiser. Enfim, que 2026 parem de nos agredir, assediar, violentar, matar.

Que não falte o alimento na mesa de todos, que não falte um teto para dormir, que não falte um agasalho para esquentar, que não falte a solidariedade para com os menos afortunados.

E como já escreveu o poeta Carlos Drummond de Andrade, para se ganhar um belíssimo ano novo, sem comparação com todo o tempo já vivido, não é preciso beber champanhe, nem expedir ou receber mensagens, nem lista de boas intenções. Para ganhar um ano novo que mereça este nome, é preciso merecê-lo. “Tem que fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o ano novo cochila e espera desde sempre”, afirmou o poeta. Vamos experimentar?

Autor

Márcia Martins

Márcia Fernanda Peçanha Martins é jornalista, formada pela Escola de Comunicação, Artes e Design (Famecos) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), militante de movimentos sociais e feminista. Trabalhou no Jornal do Comércio, onde iniciou sua carreira profissional, e teve passagens por Zero Hora, Correio do Povo, na reportagem das editorias de Economia e Geral, e em assessorias de Comunicação Social empresariais e governamentais. Escritora, com poesias publicadas em diversas antologias, ex-diretora do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors) e presidenta do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Porto Alegre (COMDIM/POA) na gestão 2019/2021. E-mail para contato: [email protected]
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