Colunista na internet sofre.
Ao contrário de quem escreve em jornal, cujo papel, na manhã seguinte, embrulhará peixe, o arquivo eletrônico do site armazena todas as colunas escritas. Não há como negar, ficou documentado: Rigotto fora do segundo turno foi uma grande surpresa para este colunista.
A disputa, portanto, ficará entre Yeda e Olívio, e lá vou eu fazer previsões de novo: só um fato novo, e muito poderoso, no cenário, impedirá que o Rio Grande do Sul tenha sua primeira Governadora. A preferência demonstrada pela candidatura Alckmin no primeiro turno, a vitória de Yeda e o desgaste gerado pela administração Olívio conduzem a essa conclusão.
Economista, com sólida formação acadêmica, Yeda tem as ferramentas para desatar os nós que impedem o desenvolvimento do Estado. Além disso, o candidato a vice-governador da chapa é um empresário de sucesso, reconhecido entre seus pares. Ao que parece, a racionalidade econômica imperará.
A perspectiva de vitória, no entanto, não pode ser encarada como um fim em si.
As alianças a serem estabelecidas não podem estar voltadas ao triunfo nas urnas apenas, mas a um programa de governo que tire nossa economia da situação crítica na qual se encontra.
Se no governo Olívio a estratégia de governar desagradando a todos se mostrou nefasta, e no governo Rigotto os equívocos decorreram da tentativa de a todos agradar, a hora é de identificar os problemas e tratá-los pontualmente.
Diante disso, assegurar a governabilidade através de uma maioria consistente na Assembléia é o ponto de partida. Como se vem demonstrando ao longo dos últimos oito anos, não é possível enfrentar interesses corporativos com uma base parlamentar débil e suscetível a pressões.
É indispensável que se pare de pensar o Rio Grande do Sul a partir da folha de pagamento do próximo mês. A hora é da visão estratégica e da busca da competitividade.
Um choque de gestão é necessário, com dramática redução de despesas no curto prazo e busca de incremento da arrecadação, através do crescimento econômico, no longo prazo.
Uma agenda voltada para o crescimento econômico, que estimule o empreendedorismo, parece ser a melhor escolha.
O foco deve ser concentrado num estado enxuto e ágil, que deixe de servir às corporações e passe a servir à sociedade.

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