A COPA DAS VINGANÇAS HISTÓRICAS
Os jogos da Copa do Mundo nos Estados Unidos estão mostrando a presença de jogadores negros nas principais seleções europeias.
O que era uma exceção no passado, hoje virou quase uma regra. Inglaterra e França, que foram as principais nações a explorar a colonização dos países africanos, há algum tempo têm em suas seleções um grande número de negros, mas nos países nórdicos e principalmente a Alemanha é surpreendente essa presença.
Quem se interessa pela História sabe que, por se atrasar nos processos de formação de seus estados nacionais, Alemanha e Itália, ficaram fora da grande fonte de riquezas que representou para Inglaterra, França e Bélgica a exploração do países asiáticos e africanos.
Inglaterra e França arrancaram a ferro e fogo os povos africanos de sistemas quase tribais em que viviam e os transformaram em cidadãos de segunda categoria em suas economias capitalistas.
Para esses novos europeus, o caminho do esporte e basicamente o futebol nas principais economias da Europa, se tornou a forma de se destacarem e fugirem da pobreza de seus pais e avós.
Hoje seus filhos e netos, usam o mais importante esporte da humanidade para mostrar um talento quase nato e se colocarem entre os mais famosos ídolos de um esporte que os brancos criaram na Inglaterra apenas para o seu deleite, o futebol.
Imagino que essa copa dos Estados Unidos será ganho ainda por um país de maioria branca, mesmo com a presença fundamental de alguns negros, como a França de (Mbappé e Dembélé ) ou o Brasil de negros e mestiços (Vini Júnior, Casemiro e outros), mas cada vez os africanos e asiáticos vão se impor e é muito possível que em 2030, um país da África negra seja o vencedor.
Hoje Cabo Verde e República Democrática do Congo já mostraram como será o futuro do futebol no mundo.
Enquanto isso, a cada nova rodada as seleções que representam países metropolitanos são humilhadas por antigas colônias ou países periféricos na ordem econômica.
Na copa de 86 ficou famoso o gol com “la mano de dios” de Maradona contra os ingleses, vingando a Argentina da humilhação das Malvinas. Agora foi a vez do Paraguai, que no passado foi vítima de um país europeu, a Inglaterra, que armou a Brasil, Argentina e Uruguai na Tríplice Aliança para destruir a experiência nacionalista de Solano Lopes, se vingar de um país que foi sempre parceiro dos ingleses, a Holanda, nas práticas de piratarias navais. O feito foi tão marcante que o dia seguinte virou feriado nacional n Paraguai.
Vamos ver o que nos reservam os próximos jogos da Copa. Se continuam sendo campo de vinganças dos países mais fracos contra seus algozes na vida real e não no futebol ou se a lei do mais forte ainda vai prevalecer.


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