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In Forma (05/08/2026)

CRESCE A OPÇÃO PELO VOTO NULO

As eleições que se aproximam, tanto no plano federal, quanto no estadual, mais do que em outras ocasiões, revelam que partidos e candidatos abandonaram de vez qualquer coerência política e respeito à posições ideológicas.

Em 2022, para ganhar a eleição presidencial, Lula e o seu PT, se aliaram a Geraldo Alckmin, até então um tucano de alta plumagem, que para facilitar o acordo se bandeou para o PSB.

Hoje, não são mais os partidos que constam, mas um maniqueísmo rasteiro –  ou é Lula ou Bolsonaro – que domina os cenários políticos, nacional e estadual.

Os que estão com Lula são democratas. Os que estão com Bolsonaro são os fascistas. Não adiante mostrar, com números e fatos, que os governos de Bolsonaro e Lula, por qualquer critério que sejam avaliados, foram rigorosamente iguais.

Fundamentalmente a subserviência ao imperialismo norte-americano na política externa e a defesa da econômia exportadora de produtos agrícolas e minerais, internamente.

Esse quadro nacional se transfere para as disputas estaduais. No Rio Grande do Sul não são apenas dois políticos inexpressivos – Juliana e Zucco – que disputam o governo do Estado, mas a representante de Lula – Juliana – sustentada por uma aliança de interesses partidários entre o PT e o PDT e o representante de Bolsonaro – Zucco – apoiado pelos velhos partidos conservadores do Rio Grande.

Tanto no plano federal, quanto no estadual, as grandes questões que deveriam ser os temas predominantes – o desenvolvimento estrutural do país, a exploração cada vez maior dos trabalhadores. a dívida pública e uma política externa realmente soberana – não fazem parte dos discursos dos candidatos.

Diante desse quadro, cresce a campanha pelo voto nulo, tornada oficial pelo movimento pela Revolução Brasileira.

Segundo seus defensores, o voto nulo é a única resposta consequente para mostrar a revolta dos eleitores contra os discursos vazios de todos os partidos e seus candidatos nessas eleições.

Eu particularmente, assumi essa ideia: a do voto nulo em outubro.

Autor

Marino Boeira

Formado em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), foi jornalista nos veículos Última Hora, Revista Manchete, Jornal do Comércio e TV Piratini. Como publicitário, atuou nas agências Standard, Marca, Módulo, MPM e Símbolo. Acumula ainda experiência como professor universitário na área de Comunicação na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e na Universidade do Vale do Rio do Sinos (Unisinos). É autor dos livros ‘Raul’, ‘Crime na Madrugada’, ‘De Quatro’, ‘Tudo que Você NÃO Deve Fazer para Ganhar Dinheiro na Propaganda’, ‘Tudo Começou em 1964’, ‘Brizola e Eu’ e ‘Aconteceu em…’, que traz crônicas de viagens, publicadas originalmente em Coletiva.net. E-mail para contato: [email protected]
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