CRESCE A OPÇÃO PELO VOTO NULO
As eleições que se aproximam, tanto no plano federal, quanto no estadual, mais do que em outras ocasiões, revelam que partidos e candidatos abandonaram de vez qualquer coerência política e respeito à posições ideológicas.
Em 2022, para ganhar a eleição presidencial, Lula e o seu PT, se aliaram a Geraldo Alckmin, até então um tucano de alta plumagem, que para facilitar o acordo se bandeou para o PSB.
Hoje, não são mais os partidos que constam, mas um maniqueísmo rasteiro – ou é Lula ou Bolsonaro – que domina os cenários políticos, nacional e estadual.
Os que estão com Lula são democratas. Os que estão com Bolsonaro são os fascistas. Não adiante mostrar, com números e fatos, que os governos de Bolsonaro e Lula, por qualquer critério que sejam avaliados, foram rigorosamente iguais.
Fundamentalmente a subserviência ao imperialismo norte-americano na política externa e a defesa da econômia exportadora de produtos agrícolas e minerais, internamente.
Esse quadro nacional se transfere para as disputas estaduais. No Rio Grande do Sul não são apenas dois políticos inexpressivos – Juliana e Zucco – que disputam o governo do Estado, mas a representante de Lula – Juliana – sustentada por uma aliança de interesses partidários entre o PT e o PDT e o representante de Bolsonaro – Zucco – apoiado pelos velhos partidos conservadores do Rio Grande.
Tanto no plano federal, quanto no estadual, as grandes questões que deveriam ser os temas predominantes – o desenvolvimento estrutural do país, a exploração cada vez maior dos trabalhadores. a dívida pública e uma política externa realmente soberana – não fazem parte dos discursos dos candidatos.
Diante desse quadro, cresce a campanha pelo voto nulo, tornada oficial pelo movimento pela Revolução Brasileira.
Segundo seus defensores, o voto nulo é a única resposta consequente para mostrar a revolta dos eleitores contra os discursos vazios de todos os partidos e seus candidatos nessas eleições.
Eu particularmente, assumi essa ideia: a do voto nulo em outubro.


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