AS BATALHAS QUE NOS AGUARDAM NESSA SEMANA
Depois do fim de semana prolongado, onde os assuntos dominantes na mídia, pelo menos para nós gaúchos, foram as derrotas de Inter e Grêmio, as manchetes se voltam agora para duas guerras em nível nacional: a Jurídica e a Eleitoral.
Na jurídica, o Supremo Tribunal Federal se transformou num verdadeiro ringue de boxe, onde os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça trocam diretos, cruzados, ganchos e até “upppercuts”, enquanto o juiz da “peleia”, Edson Fachin, assume uma postura olímpica de neutralidade.
Espera-se para os próximos dias, no lado jurídico, novos lances por parte de Mendonça e Moraes, com o desdobramento da crise surgida pela intervenção do primeiro, Mendonça, na Polícia Federal afastando o seu diretor geral, acusado de favorecer o segundo, Moraes.
Com isso, o Supremo Tribunal Federal, perderá mais um pouco, se é que ainda tinha alguma, da confiança dos brasileiros, que há muito vêem nessa corte apenas um grupo de privilegiados indiferentes aos interesses da maioria da população, com seus altos salários e mordomias de todos os tipos.
No plano eleitoral, a terça-feira trouxe notícias péssimas para o presidente Lula na sua luta pelo quarto mandato. A pesquisa BTG/ Nexus mostrou que ele perderia num hipotético segundo turno, tanto para Flávio Bolsonaro, quanto para Augusto Cury.
A estratégia eleitoral dos marqueteiros de Lula de colar em Flávio Bolsonaro a narrativa de que sua eleição significaria a abertura do Brasil para o fascismo, parece não ter colada, porque os eleitores estão percebendo que o filho do Jair Bolsonaro é apenas mais um político medíocre de direita, sem o radicalismo que se imagina ser o discurso de um fascista de verdade.
Se radicalismo de direita deve ser combatido, o de esquerda, que seria bem vindo no sentido de que traga um aprofundamento da crítica social, pouco tem aparecido no cenário político.
A manifestação mais importante na linha de uma crítica política radical de esquerda foi a realização no Rio de Janeiro, no fim de semana, do Primeiro Congresso Nacional da Revolução Brasileira, onde foi reforçada a decisão do voto nulo em todas os níveis nas eleições de outubro.
O crescimento desse posicionamento pelo voto é hoje o fato mais importante na vida política nacional, com a retomada de uma rebeldia que parecia adormecida depois que o golpe militar de 1964 e a longa ditadura que se seguiu, tiraram da vida política brasileiras as suas principais lideranças nacionalistas e verdadeiramente de esquerda, como Brizola, Jango e Prestes.
Vamos aguardar os próximos para ver quais serão as respostas de brasileiros e gaúchos nos pleitos eleitorais que se aproximam: vencerá Lula e seus candidatos? Bolsonaro e sua turma?, Ou o voto nulo repetirá aqui no Brasil o que Saramago previu no seu livro Ensaios de Lucidez?


*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial