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In Forma (09/09/2026)

AS BATALHAS QUE NOS AGUARDAM NESSA SEMANA

Depois do fim de semana prolongado, onde os assuntos dominantes na mídia, pelo menos para nós gaúchos, foram as derrotas de Inter e Grêmio, as manchetes se voltam agora para duas guerras em nível nacional: a Jurídica e a Eleitoral.

Na jurídica, o Supremo Tribunal Federal se transformou num verdadeiro ringue de boxe, onde os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça trocam diretos, cruzados, ganchos e até “upppercuts”, enquanto o juiz da “peleia”, Edson Fachin, assume uma postura olímpica de neutralidade.

Espera-se para os próximos dias, no lado jurídico, novos lances por parte de Mendonça e Moraes, com o desdobramento da crise surgida pela intervenção do primeiro, Mendonça, na Polícia Federal afastando o seu diretor geral, acusado de favorecer o segundo, Moraes.

Com isso, o Supremo Tribunal Federal, perderá mais um pouco, se é que ainda tinha alguma, da confiança dos brasileiros, que há muito vêem nessa corte apenas um grupo de privilegiados indiferentes aos interesses da maioria da população, com seus altos salários e mordomias de todos os tipos.

No plano eleitoral, a terça-feira trouxe notícias péssimas para o presidente Lula na sua luta pelo quarto mandato. A pesquisa BTG/ Nexus mostrou que ele perderia num hipotético segundo turno, tanto para Flávio Bolsonaro, quanto para Augusto Cury.

A estratégia eleitoral dos marqueteiros de Lula de colar em Flávio Bolsonaro a narrativa de que sua eleição significaria a abertura do Brasil para o fascismo, parece não ter colada, porque os eleitores estão percebendo que o filho do Jair Bolsonaro é apenas mais um político medíocre de direita, sem o radicalismo que se imagina ser o discurso de um fascista de verdade.

Se radicalismo de direita deve ser combatido, o de esquerda, que seria bem vindo no sentido de que traga um aprofundamento da crítica social, pouco tem aparecido no  cenário político.

A manifestação mais importante na linha de uma crítica política radical de esquerda foi a realização no Rio de Janeiro, no fim de semana, do Primeiro Congresso Nacional da Revolução Brasileira, onde foi reforçada a decisão do voto nulo em todas os níveis nas eleições de outubro.

O crescimento desse posicionamento pelo voto é hoje o fato mais importante na vida política nacional, com a retomada de uma rebeldia que parecia adormecida depois que o golpe militar de 1964 e a longa ditadura que se seguiu, tiraram da vida política brasileiras as suas principais lideranças nacionalistas e verdadeiramente de esquerda, como Brizola, Jango e Prestes.

Vamos aguardar os próximos para ver quais serão as respostas de brasileiros e gaúchos nos pleitos eleitorais que se aproximam: vencerá Lula e seus candidatos? Bolsonaro e sua turma?, Ou o voto nulo repetirá aqui no Brasil o que Saramago previu no seu livro Ensaios de Lucidez?

Autor

Marino Boeira

Formado em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), foi jornalista nos veículos Última Hora, Revista Manchete, Jornal do Comércio e TV Piratini. Como publicitário, atuou nas agências Standard, Marca, Módulo, MPM e Símbolo. Acumula ainda experiência como professor universitário na área de Comunicação na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e na Universidade do Vale do Rio do Sinos (Unisinos). É autor dos livros ‘Raul’, ‘Crime na Madrugada’, ‘De Quatro’, ‘Tudo que Você NÃO Deve Fazer para Ganhar Dinheiro na Propaganda’, ‘Tudo Começou em 1964’, ‘Brizola e Eu’ e ‘Aconteceu em…’, que traz crônicas de viagens, publicadas originalmente em Coletiva.net. E-mail para contato: [email protected]
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