LULA APOSTA NA COPA DO MUNDO
Essa semana começa outra Copa do Mundo num lugar onde ela nunca deveria ser jogada, os Estados Unidos da América do Norte. Não apenas porque é um país onde o futebol está longe de ser um esporte nacional, mas pela maneira pouco esportiva como estão sendo recebidas as delegações estrangeiras.
O Irã é o caso que mais chama a atenção. As autoridades norte-americanas recusaram visto a vários membros da delegação iraniana e sua delegação precisou fazer sua concentração em Tijuana, no México. Nos jogos do Irã, previstos para Los Angeles e Seattle, a delegação deve entrar e sair dos Estados Unidos no mesmo dia.
Mesmo assim, os meios de comunicação estão investindo forte na cobertura dos jogos para atender aquele bordão do Nelson Rodrigues, de que seleção é a Pátria de chuteiras.
A julgar, porém pelo que se viu até agora essas chuteiras não estão muito calibradas. Fica difícil para nós que acompanhamos as seleções vitoriosas de 58, 62, 70, 94 e 2002 acreditarmos no título.
Não é apenas falta de jogadores como Pelé, Garrincha, Amarildo, Vavá e Carlos Alberto, mas também o que sobra em campo: jogadores que muitos brasileiros sequer conhecem e um treinador italiano, que todas as vezes em que aparece em close na televisão, está mascando um chiclete.
Quem mais aposta nessa seleção é o Lula. Seu governo, a cada dia mais desgastado na opinião pública, sonha com uma vitória da seleção nos Estados Unidos e a sua volta triunfal para ser recebida com pompa e circunstância na rampa do Palácio do Planalto pelo Lula, a Janja, o Alckmin e todo o ministério fardado de verde e amarelo, como foram quando os presidentes eram JK, Jango, Itamar FHC e até o Médici.
Lula e seu marqueteiro, o Sidônio, certamente já contabilizaram quantos votos a mais Lula receberá nas eleições de outubro, se o Vinícius Jr., o Endrick e outros menos votados fizerem sua parte no Mundial.
Mas num país como o Brasil onde crendices contaminam até os setores mais cultos da sociedade, o desejo de Lula de terminar o ano eleitoral com uma faixa de campeão mundial no peito, pode se chocar com a imagem de ser um “pé frio” no futebol.
O Brasil perdeu as copas de 2006, na Alemanha e 2010, na África do Sul, quando Lula era o Presidente, nunca esquecendo que perdeu também a de 2014, disputada no Brasil quando o País era presidido pela Dilma, indicação do Lula.
Vamos ver o que acontece essa semana, quando os jogos começarem: se o Lula vai deixar de ser um pé frio e se isso será suficiente para alavancar uma campanha onde ele e seu governo pouco têm para mostrar aos eleitores.


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