VAI TER EMOÇÃO ATÉ O FIM NAS ELEIÇÕES
Até a semana passada parecia que a corrida presidencial estava ganha para o Lula.
Com a máquina do governo nas mãos e seu principal concorrente, Flávio Bolsonaro, precisando explicar o que fazia com o dinheiro do Vorcaro num filme sobre seu pai, Lula era o time da França na Copa do Mundo, o favorito em todas as apostas.
Só que na Copa do Mundo, como todos sabem, deu a Espanha, que não era exatamente um azarão, mas não figurava como uma favorita, sempre atrás da França.
Na disputa pela Presidência, nunca houve uma Espanha, um Brasil, uma Argentina, uma Noruega, ou uma Inglaterra, como na Copa, quando os candidatos ao título eram muitos, principalmente no seu início.
Na corrida eleitoral para a presidência do Brasil sempre foi desde o início o Lula e um representante da família Bolsonaro.
As pesquisas eleitorais dessa semana ressuscitaram a candidatura de Flávio Bolsonaro e as manchetes falam no famoso empate técnico.
Como dizia aquele entusiasmado locutor, o Cleber Machado, nas transmissões dos jogos da Copa: “Vai ter emoção até o fim”.
O mesmo se pode dizer das eleições no Rio Grande. Tudo indica que uma vitória do Lula carregará junto a Juliana e o Pretto, mas sua derrota fará do Zucco o novo governador.
Nunca, como nessas eleições, os candidatos ao Governo do Estado e também ao Senado foram tão politicamente inexpressivos. Todos sem vida própria.
Os votos na Juliana serão somente os votos do Lula e os votos no Zucco os mesmos do Flávio Bolsonaro.
Resta para nós gaúchos, a certeza de que, qualquer um deles que for eleito será um governador tão inexpressivo como é hoje o Eduardo Leite e como são seus senadores: Mourão, Heinze e Paim.
E dizer que no passado, o Rio Grande teve governadores e representantes políticos de expressão nacional. É só lembrar de nomes como Getúlio Vargas, Borges de Medeiros, Júlio de Castilhos, Flores da Cunha, João Goulart e Leonel Brizola.
Quem temos hoje?


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