O VOTO NULO NAS ELEIÇÕES
Os partidos políticos, os candidatos e a mídia querem nos convencer que no dia 4 de Outubro teremos que escolher como Presidente da República um nome entre Lula e Flavio Bolsonaro, que na avaliação de qualquer pessoa razoavelmente inteligente não têm condições para serem sequer síndicos de prédios residenciais.
O PT, perdeu qualquer credibilidade como representante dos trabalhadores desde o primeiro mandato de Lula, quando ele publicou aquela famosa Carta aos Brasileiros na qual explicitava seu compromisso de servir aos interesses da burguesia e teve sua pá de cal no início do governo Dilma, quando o PT convidou o Trabuco ( Luís Carlos Trabuco) o dono do Bradesco, para ser o novo Ministro da Fazenda e ele mandou um funcionário do banco, Joaquim Levy, no seu lugar,
O PL, que oficialmente é a legenda de Flávio Bolsonaro, não tem qualquer tradição na vida política do País e faz parte daquele grupo de partidos e organizações que surgem esporadicamente para representar os interesses dos seguimentos políticos da extrema direita.
Os dois principais candidatos – Lula e Flávio – em seus pronunciamentos públicos , além de mostrarem um grau de indigência intelectual espantoso, foram até agora incapazes de apresentar qualquer projeto de reconstrução econômica do Brasil, que desde o governo de Fernando Henrique Cardoso, passando por Lula, Dilma, Temer, Bolsonaro e novamente Lula, consolida cada vez mais a sua condição de país dependente, e simples exportador de produtos primários.
Nesse quadro desolador, a única atitude dos eleitores conscientes desse processo, é o voto nulo. Mais do que uma renúncia aos nomes oferecidos como candidatos aos eleitores, esse gesto significa a retomada de um projeto de busca da independência econômica do Brasil, que vem desde Getúlio Vargas, passou por João Goulart e teve sua maior expressão política em Leonel Brizola.
O voto nulo não é um gesto de omissão, mas um gesto radical de rebeldia e um aviso às classes dominantes que a necessidade da Revolução Brasileira, defendida no passada por historiadores com Caio Prado Júnior e Werneck Sodré, não está morta e que se tornou a principal bandeira de luta do movimento Revolução Brasileira.
Mesmo que minoritária hoje, a Revolução Brasileira só tende a crescer porque ela se assenta numa análise da política econômica do Brasil a partir dos interesses da classe trabalhadora e aponta para uma futura sociedade socialista, como sempre foi historicamente a visão das esquerdas políticas no mundo inteiro.


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