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In Forma (24/09/2026)

O VOTO NULO NAS ELEIÇÕES

Os partidos políticos, os candidatos e a mídia querem nos convencer que no dia 4 de Outubro teremos que escolher como Presidente da República um nome entre Lula e Flavio Bolsonaro, que na avaliação de qualquer pessoa razoavelmente inteligente não têm condições para serem sequer síndicos de prédios residenciais.

O PT, perdeu qualquer credibilidade como representante dos trabalhadores desde o primeiro mandato de Lula, quando ele publicou aquela famosa Carta aos Brasileiros na qual explicitava seu compromisso de servir aos interesses da burguesia e teve sua pá de cal no início do governo Dilma, quando o PT convidou o Trabuco ( Luís Carlos Trabuco) o dono do Bradesco, para ser o novo Ministro da Fazenda e ele mandou um funcionário do banco, Joaquim Levy, no seu lugar,

O PL, que oficialmente é a legenda de Flávio Bolsonaro, não tem qualquer tradição na vida política do País e faz parte daquele grupo de partidos e organizações que surgem esporadicamente para representar os interesses dos seguimentos políticos da extrema direita.

Os dois principais candidatos – Lula e Flávio – em seus pronunciamentos públicos , além de mostrarem um grau de indigência intelectual espantoso, foram até agora incapazes de apresentar qualquer projeto de reconstrução econômica do Brasil, que desde o governo de Fernando Henrique Cardoso, passando por Lula, Dilma, Temer, Bolsonaro e novamente Lula, consolida cada vez mais a sua condição de país dependente, e simples exportador de produtos primários.

Nesse quadro desolador, a única atitude dos eleitores conscientes desse processo, é o voto nulo. Mais do que uma renúncia aos nomes oferecidos como candidatos aos eleitores, esse gesto significa a retomada de um projeto de busca da independência econômica do Brasil, que vem desde Getúlio Vargas, passou por João Goulart e teve sua maior expressão política em Leonel Brizola.

O voto nulo não é um gesto de omissão, mas um gesto radical de rebeldia e um aviso às classes dominantes que a necessidade da Revolução Brasileira, defendida no passada por historiadores com Caio Prado Júnior e Werneck Sodré, não está morta e que se tornou a principal bandeira de luta do movimento Revolução Brasileira.

Mesmo que minoritária hoje, a Revolução Brasileira só tende a crescer porque ela se assenta numa análise da política econômica do Brasil a partir dos interesses da classe trabalhadora e aponta para uma futura sociedade socialista, como sempre foi historicamente a visão das esquerdas políticas no mundo inteiro.

Autor

Marino Boeira

Formado em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), foi jornalista nos veículos Última Hora, Revista Manchete, Jornal do Comércio e TV Piratini. Como publicitário, atuou nas agências Standard, Marca, Módulo, MPM e Símbolo. Acumula ainda experiência como professor universitário na área de Comunicação na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e na Universidade do Vale do Rio do Sinos (Unisinos). É autor dos livros ‘Raul’, ‘Crime na Madrugada’, ‘De Quatro’, ‘Tudo que Você NÃO Deve Fazer para Ganhar Dinheiro na Propaganda’, ‘Tudo Começou em 1964’, ‘Brizola e Eu’ e ‘Aconteceu em…’, que traz crônicas de viagens, publicadas originalmente em Coletiva.net. E-mail para contato: [email protected]
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