Joio do trigo

Por Grazi Araujo

Comunicação se faz com credibilidade, conhecimento e dedicação. Acima de tudo, com verdade, fatos e relevância. Cada segmento tem seu jeito de comunicar, de fidelizar seu público, de vender seu peixe. O intuito do texto de hoje não é polemizar, mas sim separar o que é profissão de hobby.

Eu não tenho nada contra esse montão de blogueiros e blogueiras que estão espalhados por aí. Conseguiram se destacar graças às redes sociais e pelo que escolheram para serem chamados de influenciadores. Mérito da sacada de negócio, da oportunidade à sua frente e da criatividade com que conseguem curtidas e seguidores. Acredito que a maioria de nós, comunicadores de vocação e diplomados, reconhece a atuação dessa galerinha aí. Mas precisamos separar o joio do trigo.

Sigo vários perfis de digital influencers, mesmo me perguntando algumas  vezes o porquê estou perdendo tempo querendo saber o que fulana ou beltrano estão postando. Tem muita marca surfando nessa onda, por custos que não se comparam ao nosso antigo modo de fazer publicidade.

Para trabalhar com comunicação - com propriedade - é preciso no mínimo de quatro anos de universidade. Sem contar especialização, livros, artigos, experiências, realidades. A comunicação como profissão não é tão simples como apenas mandar seu recado. Planejar comunicação, organizar eventos, escrever textos e se relacionar com a imprensa é coisa para profissional. Os influenciadores são mais um canal de comunicação para as marcas.

Autor
Grazielle Corrêa de Araujo é formada em Jornalismo, pela Unisinos, pós-graduada em Marketing de Serviços, pela ESPM, e com MBA em Propaganda, Marketing e Comunicação Integrada, pela Cândido Mendes. Atualmente é Chefe de Gabinete do IPE Saúde. Também responde pela Comunicação Social da autarquia, da Sociedade de Cardiologia do RS (Socergs), da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV) e da Valor Fiscal. Tem o site www.graziaraujo.com.

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