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Juntos na agonia

A dupla Gre-Nal está definitivamente caminhando para um final de ano mais terrível ainda do que foi todo o 2026. Por incrível que pareça. A luta contra a permanência no Z-4 do Brasileirão ganha contornos de drama rodada pós rodada. Oremos para que eu esteja errado, mas o rumo parece nos levar para o capítulo mais horrível da história do nosso futebol. 

O Inter chegou ao fundo do poço e parece que dali não sai. O que ocorreu no domingo (6) contra o Santos no Beira-Rio é o roteiro perfeito do rebaixamento. Falhas de jogadores, técnico errando muito, diretoria perdida. Não vejo mais salvação para os colorados, que estão muito perto mesmo da Série B.  

O Grêmio era a esperança gaúcha, se classificou na Copa do Brasil, vinha de vitória no Brasileirão, parecia embalar. Mas não. Voltou a ser derrotado fora de casa, onde tem só pouco mais de 10% de aproveitamento no campeonato. Aumentou o risco de um novo fiasco.  

É uma crise sem precedentes. Nas últimas décadas tivemos equipes e elencos piores na dupla Gre-Nal, nunca tão aquém do que é necessário para alcançar melhores posições nas competições que participam. A classificação gremista para as semifinais da Copa do Brasil com vitória no clássico contra o Inter aliviou muito a pressão sobre o técnico Luís Castro e aumentou a crise no lado vermelho da gangorra.  

O Paulo Pezzolano só se segura no cargo porque não há muita alternativa no mercado, será um gasto maior e a própria direção colorada reconhece que o principal erro é de gestão e de montagem do elenco, ou seja, a culpa maior é dos dirigentes. Com ou sem o o treinador uruguaio, a reação precisa ser urgente. 

Não está fácil. Que não vejamos clássicos vexatórios na segundona em 2027. As orações não estão sendo suficientes. Precisamos de mudanças. Já!

Autor

Rafael Cechin

Jornalista graduado e pós-graduado em gestão estratégica de negócios. Atua há mais de 25 anos no mercado de comunicação, com passagem por duas décadas pelo Grupo RBS, onde ocupou diversas funções na reportagem, produção e apresentação, se tornando gestor de processos e pessoas. Comandou o esporte de GZH, Rádio Gaúcha, ZH e Diário Gaúcho até 2020, quando passou a se dedicar à própria empresa de consultoria. Ocupou também, do início de 2022 ao final de 2023, o cargo de Diretor Executivo de Comunicação no Sport Club Internacional. Atualmente mantém a própria empresa, na qual desde 2021 é sócio da Coletiva,rádio, e é Gerente de jornalismo e esporte da Rádio Guaíba.
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