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Lllosa, Chávez e o telhado de vidro local

Havia feito uma promessa para meus botões: enquanto o outro time de Porto Alegre estivesse disputando vaga com uma equipe venezuelana, não escreveria ou …

Havia feito uma promessa para meus botões: enquanto o outro time de Porto Alegre estivesse disputando vaga com uma equipe venezuelana, não escreveria ou falaria mal do Chávez.

Ainda bem que meus botões são surdos, pois ao ler os jornais hoje pela manhã fiquei sabendo que a polícia do tiranete havia detido, nada mais nada menos, que Mario Vargas Lllosa.

O escritor chegara à Venezuela para participar de um evento sobre a liberdade e fora retido no Aeroporto, onde o advertiram que não poderia manifestar-se contra o regime. Sem dobradiça na espinha, Llosa rechaçou a advertência. Ao que parece, faltou peito para a ditadura venezuelana bloquear a entrada dele.

Este é só mais um episódio que demonstra quão longe do regime democrático de direito está a Venezuela: prisões por motivos ideológicos, censura à imprensa e violência policial são parte do cotidiano daquele país.

Se lamentável em si, o regime ditatorial venezuelano tem duas ramificações perigosas: o potencial de exportação da idiotia, que já chegou ao Equador e à Bolívia e o iminente risco da entrada da Venezuela no Mercosul, avacalhando de vez os preceitos estabelecidos na constituição do órgão.

Tragicamente, o regime chavista fascina certos partidos aqui no Brasil, que só não o alardeiam mais por medo de perder eleitores.

***

Numa tentativa de reagir, o governo estadual mira no vice. Quer saber informações acerca dos tais 25.000 reais, da consultoria para a Ulbra, dos brindes da academia.

Parece esquecer, entretanto, que entre os principais articuladores oposicionistas há políticos acusados de sugar o salário de colaboradores, deputada ex-prefeita azarada com investimentos de funcionários públicos e partido cujo presidente prometeu cortar o próprio pescoço caso houvesse recebido recursos do mensalão. Estranho! Ele continua com o pescoço, apesar de tudo que se soube.

Não está na hora de botar foco neste pessoal?

Perguntando

Houve obras faraônicas realizadas no Estado nos últimos dez anos cujos recursos sangrados poderiam ser canalizados para a construção de presídios? 

Autor

André Arnt

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