Caros interleitores. Quero informar que, neste período de férias, meus neurônios querem descansar. Sei que não fiz mais do que a obrigação em sobreviver à grande onda, aquela dos fins-de-ano. Mas estarei por perto. De quinze em quinze dias, prometo chover no molhado.
Os primeiros pingos: Senhor do Anéis. Eu, em Porto, calor de derreter os ossos, tal qual uma das poções no segundo Harry Potter. Mulheres. É claro que senti falta delas no filme de Frodo, o hobbit. Onde os homens são uma gracinha. Mas onde a mulher foi feita para o amor, para a família e para as crianças. Isso é da natureza feminina, inquestionável a orientação para a família, de preferência monogâmica. Penso eu: se for para inventar – afinal, é ficção – porque não inventar um grupo de mulheres corajosas e reais, como na vida real? Eu não vejo aquela delicadeza feminina quando olho ao redor. Nem essa imagem de bruxas de Avalon sem poder nenhum. Claro, já mencionei o nosso papel de integradoras e objetos de preocupação dos homens pela preservação da espécie. Para isso, todas as mulheres devem ser lindas para seus homens. Essa discussão pega.
E a resposta é matemática, calculada. No terceiro filme, virá a versão politicamente correta – pois a mensagem muitas vezes chega no final. Ali, as mulheres terão aquele papel individual de contraponto: será a vez da guerreira, da lutadora. Uma, em centenas ou em milhares. Porém, a fórmula do filme é essa: cada mulher é única em seu mundo. Ela não reconhece a existência de outra no coração dos homens, e cada homem tem para com ela, a admiração mística e mágica do amor. Isso – arrisco-me a dizer – é bem inglês. Quem consegue mostrar a mulher real? Sem pieguices?
Só para refrescar a memória: lembra Angelina Jolie em a heroína dos games? Muito dublê de corpo, cenas curtinhas boas de recortar e colar. Veremos a mulher heroína, piedosa e lutadora na saga do Anel, no próximo capítulo daqui a um ano.

*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial