Muitos formadores de opinião têm afirmado que, a partir da crise do mensalão, haverá importantes mudanças no Marketing Político. Segundo eles, a menor disponibilidade de recursos e as alterações na legislação causarão alterações dramáticas no processo.
Para analisar o tema, propõe-se uma volta ao básico, ao conceito fundamental do Marketing.
Na literatura, encontraremos uma definição de Marketing alicerçada na consistente identificação de necessidades de um determinado segmento de mercado, com a conseqüente apresentação da solução para esta necessidade, gerando o desejo de compra. É o produto certo, a preço justo, num local adequado e promovido corretamente. Na essência, estas definições valem para um sabonete, uma companhia aérea, uma ONG, ou uma escola de datilografia.
No Marketing Político, da mesma forma, são aplicáveis os mesmos princípios. Haja o mensalão que houver, a campanha política bem conduzida será a que melhor compreender as demandas de um determinado contingente de eleitores e, com estas informações elaborar uma proposta de posicionamento do candidato.
O objetivo do jogo é persuadir um grupo de eleitores, suficiente para assegurar a escolha do candidato, acerca das vantagens da proposição feita. É a tal da retórica da qual os antigos gregos tanto falaram.
Realizada esta lição de casa, caberá observar a legislação vigente e comunicar. Se o showmício está proibido, por exemplo, cabe ao profissional de Marketing – Marketeiro é a mãe! – identificar meios de substituição.
Concluindo, ainda que o Congresso de plantão faça as modificações, casuísticas ou não, a cada eleição, os aspectos centrais da estratégia de Marketing permanecem inalterados. A necessidade de profissionais qualificados em Marketing, portanto, continuará a crescer na política.

*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial