Fiquei um tempo sem escrever aqui no portal. Talvez umas três semanas. Espero sinceramente do fundo do meu coração que meus leitores e minhas leitoras tenham percebido a minha ausência. Os que não aprovam as minhas colunas e não gostam dos meus textos e isso é da democracia, não soltem foguetes, nem chamem o síndico, simplesmente porque eu voltei. Não fui afastada pela equipe do Coletiva (espero!). Nem fiquei doente (ufa!). Fui ali num outro canto do mundo realizar um sonho antigo, acalentado há muito tempo, e que finalmente consegui realizar: conhecer Portugal.
E no retorno da viagem que se iniciou no dia 13 de março, com um pequeno desvio em Madri, e se encerrou no domingo, 30 de março, sinto-me revigorada. Energizada. Ligada no 220. Para seguir vivendo e sobrevivendo. Para escrever mais (colunas, poemas e textos longos no facebook). Para planejar outras ousadias. Para perseguir novos sonhos. Se foi possível alcançar o sonho de visitar Portugal e seus encantos, não irei jamais desistir de sonhar. E de ir atrás da realização dos sonhos. Enquanto tiver condições de saúde e financeiras, mesmo que o orçamento fique apertadinho, não vou parar.
O escritor, jornalista e ativista Gabriel Garcia Márquez dizia: “não é verdade que as pessoas param de perseguir os sonhos porque envelhecem, elas envelhecem porque param de perseguir os sonhos”. Não vou, portanto, envelhecer tão cedo. Não é a idade que vai me tornar velha. Não são números que irão definir a minha faixa etária. Porque vou insistir na perseguição de meus sonhos, sejam eles de fácil realização ou aqueles classificados como mais difíceis.
Foi assim com a viagem que fiz a Portugal. No total, incluindo os dias em Madri, conheci 15 cidades (quatro na Espanha e o restante em terras lusitanas), e fiquei maravilhada com a diversificação da cultura, com a preservação dos espaços, com o tanto de história que cada uma delas carrega e orgulhosamente esbanja em seus prédios que mesclam arquiteturas do passado e toques cosmopolitas. Dias inesquecíveis. Passeios indescritíveis. Paisagens encantadoras. Roteiros necessários. Diferentes idiomas cruzando o metrô e o trem. Fotos e fotos para guardar na memória. Como é bom viajar!
Mais do que perceber como viajar é enriquecedor, aprendi que devemos sempre apostar na realização dos sonhos. Que tudo é viável. Que nada é impossível. Basta querer. Basta acreditar. Basta ir atrás dos desejos.


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