Hoje, a Torre Eiffel está completando 120 anos.
A data é controversa, há historiadores que asseguram que, na prática, já havia sido apresentada à França dois meses antes. Entretanto, para todos os efeitos, a inauguração ficou marcada no dia 15 de maio, pouco antes do aniversário da Revolução Francesa.
Desde então, não se pode mais pensar em 14 de julho sem o grande monumento.
Não há turista em Paris que não a fotografe. Da Praça do Trocadero, do Campo de Marte, de Montmartre, de todos os ângulos. Além disso, há as fotos tiradas dela para os mais variados pontos de Paris.
Recém casado, passei um período na cidade. Num final de tarde, na era da fotografia analógica, comecei a clicá-la de meu quarto. Fascinado pelo momento estético, tirei quase cinquenta fotos de uma vez. Deleite ou procura por uma folga de outros compromissos de um recém-casado?
A realidade é que a Torre transcende sua cidade, e, até mesmo, a França, da qual é o símbolo maior. É um monumento universal que em si encerra valores da civilização ocidental.
Algo, no entanto, sempre me intrigou. Que motivos teriam feito com que uma torre, que foi construída para as celebrações do aniversário revolucionário, ganhasse o nome de seu construtor? Do arquiteto que ganhara o concurso para a criação e construção da obra?
Convenhamos que isto não é usual. Outros monumentos não têm o nome de seus criadores. O Cristo, o Taj Mahal e a Miss Liberty (outra obra de Eiffel) têm nomes independentes de seus idealizadores. Na ficção, Pinóquio e Frankstein mantiveram identidade própria e na gastronomia, raramente um chef nomeia um prato seu com seu nome.
Deve ser porque a torre é algo único mesmo. Resolveram homenagear Alexandre Gustave Eiffel pela grandiosidade da realização.
Contrário senso, talvez fosse interessante se nominássemos os desastres que são consequências da mão humana com o nome de seu principal responsável.
Poderíamos tratar algumas coisas com um nome só que abraçaria todo o processo trágico.
Desta forma, ao tratarmos das centenas de diretorias, da emissão de passagens para apaniguados com recursos públicos, da máquina de gerar despesas sem dar retorno à sociedade, da contratação de serviços das próprias empresas com verbas de representação, dos diretores com patrimônio incompatível com seus ganhos; teríamos um nome só que, embora não seja do único responsável, é o do culpado maior.
A partir daí, passaríamos a chamar o Congresso Nacional de Congresso José Sarney.
Logo ele, que adora colocar os nomes da família em tudo.
Perguntando
Por que interessa tanto a CPI da Yeda e tão pouco a da Petrobrás? Haveria algo mais que a caminhonete do Silvinho?
Será que alguém do PSDB vai querer ter o próprio pescoço cortado se houver problemas nas contas de campanha de Yeda?
Alguém viu um petista sem cabeça por aí?

*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial