Sobre a Bauhaus e sua co-existência com a (segunda) guerra.
Houve a crise de 29. O crash. Fim dos investimentos dos EUA na Europa. A montagem do Nazismo na Alemanha coincide com o surgimento do conceito “bom design” e “marketing design” – expressões que datam de 29 a 40, quando a doutrina funcionalista buscava a máxima existência da forma/função para o objeto útil.
Aliás, estas duas últimas palavras são características específicas do design e resumem onde devem estar situadas as diferenças entre arte e design: ser objeto e ser útil. Tal pensamento vem da doutrina funcionalista. Porém, a data da criação da Bauhaus é 1925, um pouquinho antes. E ela veio propondo a síntese das artes. O cerne da escola, portanto, ainda estava suficientemente distante da racionalização radical posterior. Buscava-se uma visão de todo, hoje, a pau-para-toda-obra visão holística. Kandinsky não era exatamente um lógico, mas antes um poeta. E, no entanto, lecionou na Bauhaus. Na guerra, a teoria funcionalista encontra-se em seu apogeu.
Como a história é uma só, podemos também afirmar, se assim lhe aprouver, que o funcionalismo teve início igualmente em 1925, quando a síntese das artes regia, além da Bauhaus, movimentos como Futurismo, na Itália, desde 1910; De Stijl, na Holanda e Produtivismo na Rússia. (Guidot,R., Histoire du Design 1940-1990; Hazan, Paris).
Feliz Páscoa.

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