Os e-mails têm sido a comunicação predileta entre pessoas físicas e jurídicas sem a avaliação dos seus riscos. Ainda hoje, anos após o início do correio eletrônico, os protocolos são bem atrasados, como é o caso do POP3 (recebimento) e do SMTP (envio). Ambos já prejudicaram empresas e pessoas famosas. Nos últimos anos, os provedores tentaram reforçar a segurança, mas a porta continua escancarada.
Por usar tecnologias tão antigas e pouco revisadas, a gestão dos provedores no correio eletrônico continua idêntica às primeiras investidas da internet neste sentido. Em outras palavras, cada pessoa pode ter um login e uma senha de acesso, supostamente particular. Mas todas as contas são vinculadas a um servidor central, que pode ser acessado por inúmeras pessoas, em geral funcionários mais qualificados.
Ética e respeito?
O que é qualificação? Quem já trabalhou no suporte técnico dos provedores costumava espantar-se como era comum várias pessoas terem acesso-mestre às contas do usuário. Nada impede que a caixa postal possa ser lida sem deixar rastros. Para melhor compreensão de que suas mensagens possam ser lidas, é necessário voltar para antes da massificação da web. Na época, o sistema chamado BBS (sigla de Bulletin Board System) era uma miniinternet, na qual várias pessoas conectavam-se a um servidor central e estavam em um ambiente único, no qual podiam compartilhar arquivos e o “bate-papo”.
Para existir uma BBS era necessário um operador de sistema. O “SysOp”, abreviação de operador do sistema, era o responsável pelo bom funcionamento do servidor, a gerência de usuários e tudo o mais. O “SysOp” – ou qualquer pessoa com sua permissão – tinha acesso à base de dados do sistema, onde podia trocar//visualizar senhas de usuários, olhar na caixa postal e olhar a conversa privada das pessoas.
Parece que, no caso dos e-mails, vale o chavão “o passado não perdoa”.
E vem aí o iPhone
A chegada do iPhone ao Brasil será este ano, sem data marcada, e com todos os ingredientes de uma salada mista que caracterizam os lançamentos da Apple. Centenas de iPhones já circulam no país, mas serão credenciados pela operadora escolhida? Virá ela da Espanha ou do México, com o Brasil como pálida lembrança? A Vivo é sempre citada como a operadora que trará o iPhone em julho ou agosto. A escolha se encaixaria num pacote de lançamentos da Telefônica, a espanhola que detém parte da empresa no Brasil, e que apresentaria o celular da Apple na Espanha e vários países da AL, incluindo o Brasil.
Mas temos o México na maratona. A imprensa local noticia que o iPhone chegará no país pela Telcel,
Um dos recursos que mais chamam atenção no iPhone é o chamado multi-touch, tecnologia que permite não só executar comandos tocando na tela mas ir além, ao rolar listas com o deslizar do dedo, e ampliando e reduzindo imagens com o movimento de pinça do polegar e do indicador. A função remete ao cinema, com Tom Cruise manipulando imagens virtuais com as mãos em “Minority Report.” Mas o multi-touch não é invenção da Apple ou Hollywood.
As primeiras pesquisas de interfaces com multi-touch remetem ao início da década de 80, e foram realizadas principalmente na Universidade de Toronto, no Canadá e no Bell Labs, nos EUA. A tecnologia tem como proposta ser uma alternativa aos dispositivos de interação entre homens e máquinas, hoje restrita aos já bem antigos teclado e mouse.

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