Uma tragédia sem explicação plausível a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump, em Limeira, interior de São Paulo, no último sábado, 13 de junho. Formada em Educação Física e Gestão Esportiva, era uma apreciadora da natureza e fã de esportes ao ar livre. Por isso, planejou com muita ansiedade e expectativa a atividade. Postou nas suas redes sociais antes do horário do salto, stories mostrando as pulseiras de identificação e o local onde iria ocorrer o esporte. Só não imaginava que seria um salto para a morte.
Ao contrário de Maria Eduarda – e não há nenhum tipo de julgamento meu com esse comentário – não gosto muito de esportes radicais, ao ar livre e, mais ainda, realizados nas alturas. O máximo que me permito é a ginástica localizada duas vezes por semana e as caminhadas.
Por isso, confesso, não sabia até a notícia do acidente/crime que existia um esporte com este nome. Perdoem a ignorância. Fui atrás para ver do que se tratava. E a internet me informou que o esporte consiste em saltar de um penhasco alto preso a uma longa corda de escalada, que deve ficar presa estaticamente a um sistema de ancoragem fixo no topo do penhasco. Lógico que ele é executado (deveria) com toda a segurança exigida.
Não foi o que aconteceu. Só que a jovem, ao praticar o rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, foi lançada sem a corda de proteção. O erro, que resultou na morte de Maria Eduarda, foi registrado em vídeo, que mostra a corda (equipamento de proteção) visivelmente solto no chão. Os instrutores esqueceram e jogaram a jovem para a morte. Um erro. Uma fatalidade. Um esquecimento que provocou a morte de alguém que amava a vida e desfrutava de todos os momentos com alegria e liberdade.
Não tenho como mensurar a dor da família, amigos e colegas de Maria Eduarda, ao enfrentarem a tragédia de uma morte que poderia ter sido evitada. Nem a angústia ao ver na filmagem, segundos depois que ela é lançada, a pessoa que estava gravando o vídeo mostrando a corda no chão e gritando: “gente, a corda”. Desesperador. Revoltante.
Imagine a sua filha sair de casa para uma atividade esportiva, que deve causar prazer e excitação, e voltar sem vida. Por um erro humano imperdoável. Não dá. Simplesmente não consigo.
Maria Eduarda, que horas antes do acidente que lhe tirou a vida, publicou em sua rede social; “quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?” não sabia que seria empurrada para a morte.


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